A Bíblia Sagrada é um livro que narra a história de um povo. De acordo com este livro, a história nele contida remonta a cerca de 6.000 anos atrás. Inicialmente, ela descreve a narrativa da criação do mundo de maneira mística, buscando demonstrar por meio de relatos como se deu a formação da Terra, dos oceanos, dos céus, dos animais aquáticos, dos animais terrestres e da criação do ser humano.
No texto é abordado o tema da desobediência do homem ao Criador, resultando em seu castigo com a expulsão do paraíso e a necessidade de trabalhar para se alimentar e se proteger dos problemas que surgiram. Além disso, a história dos descendentes do primeiro casal, Adão e Eva, é narrada, mostrando o surgimento de filhos e as diversas histórias que envolveram todos os protagonistas deste grande relato, que podem ser acompanhadas até os dias atuais.
Essa história foi escrita para explicar o desenvolvimento de um povo que é considerado, segundo seus autores, o Povo de Deus, escolhido pelo Criador para receber o mediador que iria mudar totalmente a realidade do ser humano, tal a importância que dão ao conto. Essa mudança seria para colocar o ser humano em um estágio mais avançado de evolução. O Mensageiro Divino viria mostrar que o ser humano não deve viver como estava vivendo esse povo escolhido, que por muitas vezes foi subjugado por outros povos, vivendo verdadeiros períodos de escravidão.
A história narra que esse povo possuía uma ligação direta com o Criador. A participação do Criador no desenvolvimento deles se dava por meio de profetas, anjos e pessoas escolhidas por Ele para transmitir suas ordens e conduzi-los a se tornarem independentes e precursores de uma nova orientação de vida. Essa nova orientação visava tornar a humanidade mais esclarecida e capacitada a se orientar melhor pelas regras da harmonia.
Para que tudo isso se concretizasse, era necessária a vinda de um mensageiro capaz de esclarecer como se daria essa mudança, por meio de suas pregações e demonstrações de como deveriam agir para alcançar esse patamar de desenvolvimento evolutivo. Esse mensageiro divino faria os esclarecimentos necessários para que o povo escolhido, bem como outros, compreendessem como deveriam se comportar diante de toda a Criação para alcançarem o novo céu e a nova terra, onde somente aqueles que tivessem atingido o nível necessário de compreensão pudessem participar.
A Bíblia que narra essa história está dividida em dois momentos. O primeiro, composto por vários livros, relata a trajetória desse povo até a chegada do mensageiro divino. O segundo momento descreve a vida desse Mensageiro, suas atividades e pregações sobre como agir dali em diante para alcançar a nova etapa de desenvolvimento, mencionada como o novo céu e a nova terra.
Veremos agora o primeiro contexto da descrição bíblica que relata o início da história desse povo bíblico. A narrativa começa com a criação do mundo e o
nascimento, segundo eles, de tudo o que existe. Foram criados o reino mineral, o reino vegetal e o reino animal, e então houve a criação do ser humano como é conhecido hoje. Na narrativa, Deus é descrito como um senhor todo poderoso e cheio de vontade expansionista, criando o mundo para que o ser humano reinasse sobre todas as demais criaturas, destacando o surgimento do ser humano como ápice de seu trabalho criativo.
Segundo relatado naquele livro, o ser humano foi criado a partir do barro e teve nele soprado o espírito de vida, o que possibilitou sua existência. Foi-lhe atribuída a soberania sobre todos os outros seres e foi colocado em um paraíso. O Gênesis, um livro da Bíblia Hebraica, relata essa narrativa de criação de forma detalhada.
2:7 E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o
fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.
2:9 E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida: e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal.
2:17 Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
2:18 E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
2:21 Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu: e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
2:22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou[edificou] uma mulher: e trouxe-a a Adão.
3:1 ORA a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?
3:1 ORA a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?
3:2 E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
3:3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
3:4 Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
3:5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
3:6 E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
3:7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
3:8 E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia: e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim.
3:9 E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
3:10 E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me
3:11 E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?
3:12 Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.
3:13 E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.
3:14 Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a besta, e mais que todos os animais do campo: sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.
3:15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta[Heb. ele] te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
3:16 E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
3:16
3:17 E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela: maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
3:18 Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.
3:19 No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado: porquanto és pó, e em pó te tornarás.
3:20 E chamou Adão o nome de sua mulher, Eva; porquanto ela era a mãe de todos os viventes.
3:21 E fez o SENHOR Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles, e os vestiu.
3:22 Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente:
3:23 O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado.
3:24 E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.
Ao que tudo indica, esses seres humanos, já constituídos de homem e mulher, multiplicavam-se sem problemas ou sofrimento. Tudo era natural em uma convivência harmoniosa e tranquila, em uma tranquilidade absoluta. No entanto, em determinado momento, uma serpente surgiu querendo perturbar a vida pacífica do casal. Postou-se como informante e disse à mulher que naquele paraíso havia uma árvore do bem e do mal, e que quem comesse do fruto dela passaria a ter o mesmo conhecimento que o Criador.
Quando ela se dirigiu à mulher, esta pegou um fruto da árvore, degustou e depois o entregou para seu companheiro homem experimentar. No mesmo instante, o Criador apareceu e perguntou ao casal o motivo de terem comido daquela árvore do fruto proibido. Nesse momento, os expulsou daquele paraíso. Como castigo, disse que a mulher teria que passar pela dor no parto daquele momento em diante, e que o homem deveria trabalhar e, com o suor do rosto, encontrar comida para sustentar sua recém-formada família.
Até agora, a narrativa descreve a criação do reino animal, onde certos animais viviam, se alimentavam e se reproduziam sem ter consciência do que acontecia. Eles estavam sob o controle do instinto. No entanto, quando “comeram o fruto proibido”, adquiriram consciência de sua existência, da necessidade de se proteger, de trabalhar para obter comida, e a mulher passou a ter consciência de que gerar descendência seria doloroso. Neste ponto, o ser que até então era inconsciente de suas responsabilidades passou a controlar o instinto, alterando a realidade de sua existência.
A serpente aqui simboliza o conhecimento, que se inicia com a consciência da existência da individualidade. Ao tomar consciência de sua própria existência, a individualidade passaria a conhecer suas atribuições, levando-a a perceber as consequências de suas ações, algumas resultando em dor ou prazer, e outras em sua realização pessoal. Assim, iniciou-se uma nova etapa no desenvolvimento da individualidade, que a partir de agora tinha consciência da realização de seus atos e isso implicava no domínio sobre eles, ou seja, poderia escolher a melhor forma de praticá-los.
O episódio da expulsão do paraíso representa a transição para a aquisição do livre arbítrio. O paraíso deve ser compreendido como um estado de desconhecimento da realidade experimentada pelas individualidades naquele momento. O conhecimento do bem e do mal simboliza essa aquisição, na qual a individualidade passa a ter consciência da sua própria existência. A partir disso, ela começa a perceber o impacto de suas ações no seu cotidiano, assumindo a responsabilidade por seus atos e passando a sentir fisicamente as consequências das suas escolhas conscientes, em contraste com a obediência ao instinto que não envolvia consciência prévia.
A consciência sobre o bem e o mal consiste, na realidade, no entendimento de que as ações realizadas de acordo com a própria vontade podem resultar em consequências positivas ou negativas. A partir desse momento, a individualidade começa a desenvolver seu aprendizado evolutivo, tendo como guia as reações provocadas pelas ações realizadas ao longo de sua existência, dentro dos princípios do primeiro estágio de evolução consciente. A aquisição dessa consciência fica evidente quando o primeiro homem tenta se esquivar da responsabilidade, transferindo-a para sua companheira, e esta, para a serpente que representa o conhecimento.
A partir daí, inicia-se a narrativa do desenvolvimento desse povo. Suas histórias são orientadas pela vontade do Criador, que intervém por meio de mensageiros, profetas e outras figuras que possuíam uma comunicação direta ou indireta com Ele.
Os mensageiros e os profetas desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento desse povo. Toda a história, nesse primeiro momento bíblico, é repleta de passagens nas quais o sobrenatural, ou fenômenos desconhecidos — entendendo-se aqui como a ação dos elementos do mundo espiritual — está presente nas orientações para o progresso dessa sociedade. Cada relato contém um elemento que, por meio dessas intervenções, auxilia na busca pelo caminho a ser seguido por esse povo.
Os fenômenos existiram, mas esse povo tinha sua própria interpretação sobre como ocorriam e o que significavam. Para eles, cada manifestação fenomenal era vista como uma orientação divina, quando, na verdade, muitas dessas orientações provêm do mundo espiritual e são frequentemente recebidas por pessoas com uma sensibilidade maior, os chamados médiuns ou receptores.
A primeira ocorrência foi o caso de Enoque que segundo consta foi levado ao céu sem passar pela morte.
Genesis 5-24
“Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.”
Há uma sequência de fatos que ilustram essa comunicação divina. Um incidente notável ocorreu quando Deus interveio na vontade dos homens durante a construção da Torre de Babel. Ele confundiu as línguas dos homens, que buscavam erigir uma torre na cidade com o objetivo de alcançar o céu. Essa intervenção serviu para explicar a diversidade de povos, línguas e pensamentos que existem, justificando essa realidade por meio desse conto, como se pode ver a seguir:
Genesis 11, 1-9
1 E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.
2 E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.
3 E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.
4 E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
5 Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
6 E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
7 Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
8 Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
9 Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.
Na sequência, podemos observar o caso de Isaque. Nessa passagem bíblica, é notável a interferência de um anjo de Deus, que interveio no sacrifício que estava prestes a ser concretizado.
Gênesis 22:2 diz: “Então Deus disse: “Tome o seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você tanto ama, e vá para a terra de Moriá. Lá, ofereça o seu filho Isaque em sacrifício, como oferta queimada, num dos montes que eu lhe mostrar”.
O profeta Elias foi outro que não morreu, pois foi levado ao céu em uma carruagem de fogo, com o corpo ainda presente. Ele realizou diversos milagres, como dividir as águas do Jordão, purificar as águas de Jericó, multiplicar o azeite da viúva, ressuscitar um menino, curar pessoas envenenadas, alimentar os famintos, curar Naamã da lepra, fazer um machado flutuar e orientar reis em tempos de guerra.
O profeta Eliseu, sucessor de Elias fez vários outros milagres, dentre eles ressuscitou o filho da Sunamita e muitos outros feitos extraordinários como a multiplicação dos pães.
Vários profetas desempenharam um papel de intermediários entre o mundo espiritual e o povo escolhido. Como acreditavam em um Deus único, era fundamental esclarecer que tudo emanava desse Deus como orientação para sua jornada terrena. Os acontecimentos extraordinários que ocorreram ao longo da história desse povo reforçaram a crença de que Deus era seu orientador, tanto diretamente quanto por meio das figuras que o representavam.
No segundo momento da descrição desse livro sagrado, encontramos o Mensageiro Divino que transmitiu informações sobre uma visão atualizada do ser humano e orientou sobre como deveriam se comportar para alcançar a paz interior e
aprender aquilo que os conduziria às promessas da nova fase da existência humana que estava por vir.
Ele deixou o ensinamento ao qual se propôs: uma caminhada mais suave, longe das batalhas travadas pelos habitantes do planeta até então. Essa caminhada consistia em enxergar todos os seres humanos como iguais, sem uns serem tratados como escravos ou inferiores e outros como superiores. Ele pregou a igualdade entre todos e valorizou a descoberta da força interior que habita em cada ser humano, promovendo assim o respeito ao próximo. Para aqueles que seguiram suas indicações foram prometidos uma vida mais condizente com a realidade, com mais responsabilidade, compreensão e aprendizado evolutivo.
Essa vinda ocorreu cerca de 2.000 anos atrás, quando o povo escolhido ainda tinha pouco entendimento sobre a divindade e a verdadeira finalidade da existência humana. A ignorância era tão grande naquela época que chegaram a sacrificar o próprio escolhido que deveria desempenhar o papel de educador e guia, trazendo conhecimentos sobre a realidade que deveria orientar a conduta daquela sociedade.
O Mensageiro Divino procurou deixar muitas informações sobre o ser humano, a existência da vida espiritual e o que acontecia após a morte. Além disso, abordou o conceito da vida como uma passagem dentro de um corpo físico por um determinado período. Destacou a existência da continuidade do trabalho de aprendizado evolutivo que ocorre desde sempre e será contínuo através da volta ao corpo físico em diferentes momentos, destacando que essa era uma necessidade para formatar esse aprendizado.
Embora Jesus não tenha se manifestado de maneira clara e direta sobre todas as questões da vida espiritual, Ele assegurou que não revelaria tudo sobre o Reino de Deus devido à dificuldade que seus discípulos tinham de compreender. Ele afirmou ter deixado de mencionar “muitas coisas”, o que nos leva a concluir que omitiu a maior parte de seus ensinamentos, transmitindo apenas aquilo que seus seguidores eram capazes de entender.
João 16,12: “12 Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não seriam capazes de suportar.”
Diversas passagens bíblicas sugerem a ideia de que existe o corpo físico e o espírito, e que este retorna de tempos em tempos através de novos corpos para realizar um trabalho de aprimoramento.
Jesus não nos disse tudo
João 16,12: “12 Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não seriam capazes de suportar.”
Jesus e a reencarnação de Elias. Numa passagem até certo ponto clara, Jesus faz entender que João Batista é a reencarnação de Elias.
Mateus 17, 10-13:
- “E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro”?
- “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará
todas as coisas”;
- “Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o
que quiseram. Assim, farão eles também padecer o Filho do Homem”. 13 “Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista”.
A referida profecia é de Malaquias (Malaquias 3,1) constante do Velho Testamento. Vejamo-la a seguir:
Malaquias 3,1:
“1 Vejam! Estou mandando o meu mensageiro para preparar o caminho à minha frente. De repente, vai chegar ao seu Templo o Senhor que vocês procuram, o mensageiro da Aliança que vocês desejam. Olhem! Ele vem! – diz Javé dos exércitos.”
Os Apóstolos demonstram crer na pluralidade das existências
Mateus 16,13-14; e Lucas 9,19:
“13 Jesus chegou à região de Cesaréia de Filipe, e perguntou aos seus discípulos: Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?”
- Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros
ainda, que é Jeremias, ou algum dos profetas”.
Fica evidente que a maioria do povo daquela época acreditava em uma vida após a morte do corpo físico. Como o Cristo possuía seu próprio invólucro, a ressurreição pelo envoltório corporal não seria possível. Considerando que o Aramaico, idioma no qual o Mestre Nazareno se comunicava, tinha grandes limitações em seu vocabulário, podemos concluir com total convicção que, na passagem bíblica citada, os discípulos do Amado Rabi se referiam à reencarnação e não a qualquer outra coisa.
A dúvida de Herodes que era governador da Palestina, uma das quatro regiões administrativas (tetrarquias) do Império Romano na região, quanto a quem realmente era Jesus,
Marcos 6,14-16 e Lucas 9,7-9:
“14 O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome tinha-se tornado famoso. Alguns diziam: João Batista ressuscitou dos mortos. É por isso que os poderes agem nesse homem.
- Outros diziam: É Elias. Outros diziam ainda: É um profeta como os profetas antigos.
- Ouvindo essas coisas, Herodes disse: Ele é João Batista. Eu mandei cortar a
cabeça dele, mas ele ressuscitou!”
Mais uma vez, a Bíblia mostra-nos, mesmo que veladamente, o porquê da convicção que muitas denominações religiosas têm nas vidas sucessivas.
O diálogo de Jesus com Nicodemos
João 3,1-12:
“Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodemos, senador dos judeus – que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: “Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele. Jesus lhe respondeu: “Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.” Disse-lhe Nicodemos: “Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?” Retorquiu- lhe Jesus: “Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. – O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. – Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. – O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito.” Respondeu-lhe Nicodemos: “Como pode isso fazer-se?” – Jesus lhe observou: “Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo- te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. – Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?”.
É certo, que somente o Espírito nasce de novo.
Disse-nos Jesus:
João 3,6: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”
O corpo físico é apenas uma vestimenta do espírito, possuindo todos os atributos inerentes a esse instrumento corpóreo.
Esse Mensageiro celeste combatia várias crenças e, se o mistério do renascimento não fosse verdadeiro, ele também o teria combatido. Em vez disso, ele o coloca como uma condição necessária, utilizando suas próprias palavras: “Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.” Ele ainda afirma: “Não te admires de que eu te tenha dito ser preciso nascer de novo”.
O Mestre continua dizendo: “O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do espírito é espírito”. Nessa afirmação, Ele proclama uma distinção entre espírito e corpo. O corpo físico provém da carne, enquanto o espírito existe independentemente da vestimenta física.
Na outra frase: “O Espírito sopra onde quer; ouves-lhe a voz, mas não sabes nem de onde ele vem, nem para onde vai”, pode-se entender que se trata da chama divina que anima os corpos, ou seja, a alma humana. Na última afirmação: “não sabes de onde ele vem, nem para onde vai”, significa que ninguém sabe o que foi, nem o
que será o Espírito. Se o Espírito, ou alma, fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, saber-se-ia de onde ele veio, pois desta forma ficaria explícito o começo. Essa passagem consagra o princípio da preexistência da alma e, consequentemente, o da pluralidade das existências.
Esse Mensageiro Divino, um conhecedor exímio de sua missão e dotado de extraordinário conhecimento, anteviu seu próprio sacrifício. Esse sacrifício não era para salvar alguém, mas sim, foi resultado da ignorância de seu próprio povo, devido à falta de conhecimento existente entre os seus compatriotas. Os Romanos, que dominavam na época, eram exímios políticos e mestres na arte de armar ciladas. Eles foram responsáveis por fazer com que o próprio povo do escolhido determinasse sua morte, através da crucificação.
Até mesmo um dos seguidores que o acompanhava durante suas viagens missionárias nos últimos três anos, escolhido por ele juntamente com outros onze para dar continuidade ao seu legado, foi o responsável por denunciar sua localização em determinado momento, o que resultou em sua prisão e julgamento.
Tudo o que Ele fez e ensinou aos doze escolhidos que o acompanharam durante os três anos de sua missão específica foi disseminado por eles através de falas ou escritos, com o objetivo de propagar o ensinamento adquirido até então. Uma vez que o ser humano carrega consigo a centelha divina, surge a necessidade de se conhecer melhor. Por esse motivo, muitos indivíduos atualmente procuram estudiosos ou mestres que possam lhes transmitir informações importantes sobre sua existência e sobre a presença de uma Força Maior que abrange e perdura por toda a eternidade, como afirmado em determinadas passagens do livro que descreve o povo escolhido.
Muitos buscadores se envolvem em diversas ações que possam ajudá-los a adquirir conhecimento. A curiosidade humana em relação ao sobrenatural e a diferentes fenômenos é normal, e por isso eles participam de atividades que possam fornecer informações a respeito. Muitos desses fenômenos são considerados mistérios, o que gera uma série de especulações, teorias e interpretações diversas.
Com as primeiras propagações das mensagens pelos escolhidos e outros que adotaram seus ensinamentos, grupos foram se formando. Com o passar do tempo, novos adeptos deste novo pensamento começaram a disseminar suas próprias interpretações dos ensinamentos, o que gerou uma certa rivalidade entre eles. Enquanto alguns pregavam conforme sua própria compreensão, outros seguiam as orientações de alguns dos primeiros pregadores.
Com o passar do tempo, um número cada vez maior de indivíduos passou a aderir ao novo ensinamento. Isso fez com que as aglomerações começassem a ter como um de seus componentes o responsável por divulgar esse ensinamento. Com o tempo, esse responsável começou a adquirir certo status dentro da comunidade, passando a se considerar mais entendido do que os outros. Assim, através de atitudes desencadeadas pelo orgulho, surgiram os detentores do poder dentro dessas aglomerações religiosas.
Desde a partida do Mensageiro Divino, iniciou-se o trabalho de difundir a realidade sobre o ser humano e a forma como deveria se comportar em relação aos seus semelhantes. No entanto, as interpretações desse ensinamento foram sendo modificadas ao ponto de distorcer parte da realidade.
Devido ao orgulho de alguns que ocupavam postos de comando, surgiram religiões em que apenas um indivíduo detinha o conhecimento sobre as mensagens divinas. Assim, o poder de um sobre os demais que buscavam o conhecimento foi se consolidando. Com o tempo, essa atitude foi se tornando mais prevalente, levando algumas religiões a se tornarem parte do Estado e, consequentemente, exercerem domínio sobre os demais súditos.
Até hoje, o costume de algumas pessoas afirmarem que sabem mais do que outras se tornou institucionalizado como uma religião. Devido aos novos conhecimentos sobre o que foi dito pelo Messias, surgiram diferentes linhas de entendimento, o que provocou uma verdadeira corrida para a criação de novas vertentes religiosas, se referindo apenas às correntes cristãs advindas do Messias. Outros povos possuem conhecimentos que remontam a antes do povo bíblico, cujos conhecimentos eram consideravelmente mais avançados e que hoje servem como parâmetros para um desenvolvimento mais condizente com a realidade humana.
Essas outras culturas que estamos mencionando são também vindas do oriente, com uma história que remonta a milhares de anos antes daquela do povo escolhido, cujo ciclo é descrito como sendo há cerca de 6.000 anos. Esse povo possui uma história e conceitos de vida bastante distintos dos do povo bíblico. Por isso, os religiosos cristãos muitas vezes resistem a se aproximarem dos ensinamentos desse povo, que frequentemente trazem soluções mais eficazes e adequadas para os problemas do dia a dia.
Esse povo possui um amplo conhecimento científico sobre a realidade do ser humano e de como se relacionar com tudo o que foi criado, desde a terra até o ser espiritual. Por outro lado, o povo mencionado na história bíblica desenvolveu sua própria forma de viver, baseada em conhecimentos primitivos sobre a criação do mundo, acreditando ser o único povo existente no planeta. Criaram correntes religiosas para disseminar essas orientações adquiridas ao longo de suas vidas, principalmente aquelas recebidas com a chegada do mensageiro. Assim, formou-se uma grande família religiosa que, até os dias atuais, é seguida pela maioria dos povos habitantes do planeta, devido à sua persistência na divulgação de seus princípios.
Mais recentemente, com a expansão da informação em virtude dos meios de comunicação, os conhecimentos dos demais povos, especialmente dos orientais que não faziam parte dos designados povos escolhidos, também foram se expandindo. Assim, esse novo conhecimento passou a ser divulgado e alguns dos seguidores do cristianismo passaram a buscar essas novas informações, a fim de confrontá-las com os estudos científicos atuais, que estão em constante desenvolvimento, para
compreender o real processo de desenvolvimento da vida na Terra e a origem do universo onde o planeta se encontra.
As evidências científicas indicam que o ser humano existe há milhões de anos. Portanto, a história narrada na Bíblia sobre a criação do ser humano é relativamente recente, o que levanta questionamentos sobre sua veracidade na forma como se acha inscrita. Por conseguinte, diversas questões que carecem de esclarecimento surgem, demandando uma análise mais aprofundada que vá além das narrativas presentes na Bíblia. É essencial explorar outras fontes de conhecimento para obter um entendimento mais completo da história, em vez de se restringir aos relatos bíblicos.
A ciência fornece uma vasta gama de informações que nos possibilitam ampliar nosso conhecimento sobre a origem e evolução do ser humano, substituindo assim a visão limitada apresentada nos textos religiosos. Portanto, é importante considerar diferentes perspectivas para enriquecer nossa compreensão da história da humanidade, a seguir veremos algumas considerações sobre o surgimento do ser humano:

Via nexperts
Além do Homo sapiens: conheça as outras 8 espécies humanas que já existiram na Terra
13/02/2024 às 04:30•2 min de leitura
Desde os primeiros passos até chegar ao Homo sapiens, cada espécie deixou sua marca única
na história humana. Assim, cada espécie contribuiu de maneira única para o mosaico evolutivo, deixando um legado que ecoa nas características distintas dos humanos modernos.
Conheça as principais espécies do gênero Homo, mergulhando em suas características distintas e suas contribuições para a humanidade!
Homo habilis

(Fonte:
Wikimedia Commons)
O Homo habilis, pioneiro do gênero Homo, existiu há mais de 2,4 milhões de anos. Reconhecido por seu cérebro maior e habilidade na fabricação de ferramentas de pedra, os H. habilis foram os “faz-tudo” de sua época, um marco crucial na evolução dos hominídeos.
Homo rudolfensis

(Fonte:
Wikimedia Commons)
Descoberto ao longo do Lago Turkana, no Quênia, o Homo rudolfensis viveu há aproximadamente 2 milhões de anos. Ele compartilha semelhanças anatômicas com o Homo habilis, mas destaca-se por ter um crânio notavelmente maior. Essa semelhança levanta debates sobre classificações e relações evolutivas.
Homo erectus

(Fonte: Getty Images)
Espécie viveu há 1,8 milhão de anos, o Homo erectus é notável por ser o primeiro hominídeo a
migrar para fora da África. Além disso, foi possivelmente a primeira espécie a controlar o fogo, demonstrando uma adaptação impressionante a diversos ambientes.
Homo antecessor

(Fonte:
Wikimedia Commons)
Vivendo na Europa há cerca de 1,4 milhão de anos, o Homo antecessor foi descoberto na
Espanha. É considerado um ancestral comum dos humanos modernos e dos Neandertais, o que o faz ser um verdadeiro enigma evolutivo.
Homo heidelbergensis

(Fonte: Wikimedia Commons)
Com uma ampla distribuição geográfica na África, Europa e possivelmente Ásia, o Homo heidelbergensis surgiu há mais de 500 mil anos e apresenta características tanto do Homo erectus quanto do Homo sapiens. Também conhecidos como denisovanos, eles eram muito versáteis na criação de ferramentas sofisticadas.
Homo naledi

(Fonte:
Wikimedia Commons)
Descoberto em 2013 na África do Sul, o Homo naledi viveu há aproximadamente 335 mil anos,
e surpreendeu os cientistas com seu tamanho cerebral aparentemente pequeno. Controvérsias surgiram sobre sua capacidade intelectual avançada, sugerida por sepulturas decoradas e arte rupestre encontradas em seu habitat.
Homo floresiensis

(Fonte:
Wikimedia Commons)
Conhecido como o “Hobbit,” o Homo floresiensis, com sua estatura diminuta, viveu na ilha
indonésia de Flores há cerca de 100 mil anos. Sua existência desafia noções convencionais sobre a evolução humana em ambientes específicos.
Homo neanderthalensis

(Fonte:
Wikimedia Commons)
Os Neandertais, geneticamente mais próximos dos humanos modernos, são reconhecidos como uma espécie inteligente e adaptável. Sua extinção, cerca de 40 mil anos atrás, permanece envolta em mistérios que alimentam debates sobre as razões do desaparecimento.
Fonte: IFL Science. Imagem: Wikimedia Commons .
O ser humano ainda se encontra muito fechado para conceitos relacionados ao entendimento proposto por seres que já se despiram do corpo físico há muito tempo, bem como por seres de outras esferas celestes que propagam uma outra maneira de compreender a criação e seu desenvolvimento. É necessário estudar esses conceitos com um olhar mais crítico, a fim de compará-los com o conhecimento atual sobre o ser humano e seu modo de vida, possibilitando o desenvolvimento de novos aprendizados acerca do estado atual do ser humano, suas dificuldades e suas superações.
Hoje, a religiosidade é um marco na história da humanidade e já estava presente desde os primórdios da narrativa bíblica, sendo guiada pelos líderes daquele
povo. Nas narrativas, podemos observar que havia diversos direcionamentos realizados por indivíduos especiais, alguns deles dotados de uma sensibilidade maior, capazes de se comunicar com seres de planos extrafísicos. Esses indivíduos orientavam a população sobre como deveriam conduzir suas vidas para alcançar a paz e evitar os sofrimentos impostos por determinados governantes. Muitas histórias relatam a origem dessa assistência e os responsáveis por ela.
Embora esse povo não tivesse o conhecimento que os povos mais antigos possuíam, começou a desenvolver seu próprio conceito sobre o planeta, fundamentado no que entendiam. De fato, essa narrativa bíblica remonta a aproximadamente 6.000 anos. Esse período é relativamente curto em comparação à existência do ser humano na Terra. Por isso, estamos nos referindo apenas à evolução que ocorreu com esse povo. Outros grupos também tinham suas crenças e atitudes evolutivas baseadas em seus próprios conhecimentos, e mantinham uma comunicação com o plano espiritual, descrevendo-o de acordo com sua compreensão, de forma diferente do povo mencionado na Bíblia.
Neste momento, é importante esclarecer que, desde o início do planeta, existe um plano espiritual sustentado por seres mais evoluídos, que o acompanham sempre que necessário para prestar auxílio aos habitantes da Terra. Na verdade, esses seres estão organizando o desenvolvimento do planeta e aprimorando esse plano, oferecendo suporte a todos que nele adentram. Cada transição do plano físico para o espiritual ocorre para que sejam realizadas as avaliações necessárias, permitindo que esses seres retornem ao citado plano físico de forma adequada.
Muitas histórias desse povo bíblico foram escritas, sempre sob a “orientação direta” do Deus criador. Como se trata de uma narrativa sobre essa história, conclui-se que vários foram os autores dos escritos, o que explica as muitas contradições encontradas nessa longa história do povo escolhido. Escolhido, pois narra a trajetória de um povo muito sofrido e menciona a vinda de um grande profeta que os libertaria do sofrimento, já que muitas vezes foram subjugados por outros povos.
Atualmente é fundamental manter o foco nos preceitos da ciência, que atualmente possui a capacidade de esclarecer, especialmente sobre o surgimento do planeta e dos seres humanos. Isso permite concluir que esses fenômenos ocorreram milhares de anos antes do que é narrado na história bíblica. Portanto, é necessário revisar certos conceitos presentes nas correntes religiosas e se dedicar mais à realidade que, a cada dia, se torna mais elucidativa sobre o ser humano, seu Criador e, por que não, sobre o universo.
Cada povo expressa à sua maneira, os conhecimentos adquiridos ao longo de sua trajetória. Os seres humanos que abandonam sua forma física seguem para o mundo astral, um reino imerso em uma matéria etérea, ou seja, uma matéria sutil. Nesse ambiente, esses seres desfrutam de maior liberdade para compartilhar os aprendizados obtidos durante suas vivências no mundo denso, o que lhes permite
realizar um estudo mais aprofundado sobre sua essência e o propósito de sua existência neste planeta.
Esses seres, ao se encontrarem fora da vestimenta carnal, possuem a capacidade de transmitir instruções àqueles que ainda habitam o corpo físico. Os meios pelos quais isso ocorre envolvem comunicações baseadas no pensamento. Desde sempre, o ser humano tem podido se comunicar com os seres que habitam o plano astral. Essa comunicação é regida por critérios estabelecidos por aqueles que orientam nesse plano, e as mensagens recebidas são interpretadas de maneira distinta por cada individualidade que a recebe.
Podemos afirmar que a Bíblia Sagrada é uma importante fonte de informações sobre a história do povo a que se refere. No entanto, é relevante destacar que existem outros livros que também relatam as histórias de diferentes povos e suas crenças sobre o surgimento do universo e dos seres humanos. Como já mencionamos, a ciência é uma ferramenta valiosa que auxilia os seres humanos a compreender melhor sua origem, bem como a origem das demais coisas que existem, sua importância e destinação.
No passado, o mundo era percebido de maneira completamente diferente em relação às descobertas científicas que temos hoje sobre o planeta Terra e seus habitantes, bem como sobre sua formação e evolução até o presente momento. Assim como o planeta, a humanidade também adquiriu capacidades evolutivas, o que leva os seres humanos a terem um maior conhecimento de si mesmos e de tudo o que os cerca. Dessa forma, é possível concluir que a evolução está presente em toda a história relacionada ao desenvolvimento da Terra.
Em termos atuais, a evolução do planeta é considerada lenta, uma vez que, desde sua criação, passaram-se milhões de anos até que se atingisse a fase em que se encontra agora. No entanto, no campo da espiritualidade, o tempo é percebido de maneira diferente. O que ocorre ao longo de milhares de anos é visto como um momento presente. Quando se utiliza um instrumento físico, o tempo é sentido por meio de marcações que permitem a diferenciação. Essa percepção, porém, não se aplica ao plano onde se atua por meio da condução da matéria sutil.
Dessa forma, concluímos que a evolução descrita nos elementos que compõem a Bíblia Sagrada representa apenas uma parte do que realmente ocorre na evolução dos seres que habitam o planeta Terra. Por se tratar da história de um povo específico, tudo se resume a uma parcela de acontecimentos elucidativos sobre o controle evolutivo. É importante observar que essa narrativa tinha uma finalidade ao ser registrada, pois se referia a um povo escolhido, que possuía pouco conhecimento sobre a fundação do universo e buscou, à sua maneira, descrever o que consideravam certo, relatando em suas escrituras como viveram e como evoluíram até o presente momento.
Toda essa descrição do povo bíblico é de grande importância, uma vez que faz parte do contexto mundial, onde se pode também observar a história de outros
povos e seu desenvolvimento. Atualmente, com a facilidade de comunicação, é possível acessar a história de cada povo de maneira mais compreensível. Sabemos que todos os povos têm suas narrativas e agem de acordo com seus conhecimentos e costumes. Tudo caminha rumo a uma unidade, pois assim tudo foi construído; uma unidade que deve ser a busca de cada indivíduo para que possa dar seguimento ao mistério do destino de cada um, que nada mais é do que a busca pela perfeição.
A dificuldade em encontrar a unidade reside no fato de que cada individualidade busca praticar os atos do dia a dia à sua própria maneira, considerando a total liberdade que o Criador concedeu a cada uma. Essa liberdade de ação é o que determina como se desenvolve o aprendizado de cada individualidade. Assim, podemos observar como um povo se comporta de maneira diferente de outro, embora todos compartilhem a mesma destinação: o encontro com seu Criador. Essa liberdade é o que permite que alguns alcancem mais cedo a evolução necessária para avançar para uma nova fase de aprendizado, utilizando novos e específicos instrumentos, sejam eles físicos ou sutis, dependendo do grau alcançado em sua evolução, ou seja, no aprendizado rumo à harmonia.
Como tudo no universo está interligado, é por isso que cada individualidade busca no outro as respostas para seus atos. Embora isso possa parecer impossível, acontece a cada instante da vida. No outro, encontramos a chave para entender se nossas ações estão alinhadas com as regras da harmonia ou não. Ao falarmos sobre o outro, é essencial considerar cada objeto existente no universo, não apenas as interações entre seres humanos, mas também todas as coisas e suas relações.
Fala-se que a individualidade busca no outro o resultado de suas ações, pois nada pode ser praticado sem que haja um efeito, e esse efeito só se manifesta quando o outro o proporciona. No universo, nada existe que possa agir de forma isolada, uma vez que tudo está interconectado. Quando se realiza um ato, ele impacta outro elemento, seja do reino mineral, vegetal ou animal. Esse elemento fornecerá uma resposta ao ser atingido pela ação direcionada de outro. No universo, não há movimento sem ação; por isso, cada interação no entrelaçamento universal gera uma resposta após essa movimentação.
O ser humano, agora mais consciente, deve ter em mente que suas atitudes geram reações, as quais provêm de seus pares no entrelaçamento universal. Quando a atitude de uma individualidade não for mais capaz de gerar uma reação na outra, é porque ele já alcançou a perfeição e, dessa forma, se integrará ao Espírito Divino, isento da matéria, que é a responsável por promover a ação e a reação.
Assim, podemos afirmar que a evolução ocorre no povo escolhido da mesma maneira que entre todos os outros povos da Terra, levando cada um deles, ainda que de forma diferenciada, ao aperfeiçoamento que é o destino de tudo o que existe.
Bela Vista do Paraíso, 27 de janeiro de 2025
Caetano Zaganini