A MATÉRIA E A EVOLUÇÃO – Capítulo 15

Como já mencionamos anteriormente, a matéria resulta da estruturação do elemento primordial. Nesse primeiro momento da criação, encontramos uma matéria que se apresenta aos olhos das individualidades do primeiro nível de evolução, caracterizando-se como matéria densa. Essa matéria densa é composta por átomos, que constituem os elementos fundamentais das galáxias e, consequentemente, dos sistemas solares. Dentro dessa matéria densa, que abriga os sistemas solares, estão os átomos, formados por núcleos e partículas que giram ao seu redor. Esses átomos, infinitamente pequenos, já são reconhecidos pelos seres humanos como componentes essenciais da matéria densa.

O elemento primordial está estruturado de forma que a divisão da matéria ocorre a partir da matéria densa, a qual possui diversas subdivisões. A primeira delas refere-se à composição de um grande corpo formado pelos sistemas solares. Em seguida, encontramos uma segunda estruturação, que corresponde à matéria reconhecida pelos terráqueos como sendo os corpos físicos que envolvem o espírito das individualidades. Esses corpos são os elementos que colaboram com as individualidades em seu trabalho de aprimoramento, ou seja, em sua evolução em direção à perfeição para a qual tudo foi criado.

A partir da estruturação do elemento primordial, forma-se a matéria, dando origem a um universo. Tudo isso ocorre dentro de uma dinâmica universal, regida pela força cósmica que emana das potencialidades do Criador. Essa dinâmica orienta tudo o que surgiu, sempre dentro dos parâmetros de um desenvolvimento harmonioso, visando o aperfeiçoamento que tem como finalidade a expansão do próprio Criador.

Como já mencionado, a matéria apresenta inúmeras divisões, o que a torna cada vez mais sutil. Essa divisão ocorre de maneira semelhante ao que foi exposto anteriormente, através da formação de átomos, que, inicialmente, são constituídos por sistemas solares. Na etapa seguinte, os átomos se formam a partir de elementos microscópicos, criando um núcleo circundado por outros componentes que constituem a matéria dos primeiros átomos. Essa segunda formação também se divide, operando da mesma forma e gerando novos átomos dentro dos próprios átomos. A matéria permanece a mesma em sua origem, mas torna-se cada vez mais sutil à medida que as divisões ocorrem. Esse processo se repete indefinidamente, até que não haja mais divisões, restando apenas a fagulha do espírito originário, que volta a se unir e consolida a expansão do Criador.

Desde a formação do universo, é o espírito do Criador que anima a matéria com sua força. Através dessa força cósmica universal proveniente d’Ele, a matéria se torna dinâmica. Esse processo estabelece um ciclo para a consolidação da obra divina. A dualidade, representada pelo espírito e pela matéria, constitui a base fundamental do universo. A matéria é formada para sustentar a fagulha divina, que deverá percorrer um longo caminho até se expandir o suficiente para alcançar o mesmo patamar do Criador, momento em que se fundirá a Ele, concluindo assim um ciclo. Como o espírito do Criador é imaterial, Ele utiliza a matéria para operar sua expansão por meio de uma fagulha. É a matéria que proporciona o suporte necessário para que essa fagulha se desenvolva e se aperfeiçoe, permitindo sua reintegração ao espírito do Criador, agora como uma fagulha expandida, finalizando sua missão.

É importante compreender que quanto mais densa a matéria, mais ela se torna um obstáculo para a manifestação da potencialidade da 

sabedoria do Criador, que reside na fagulha divina. Com o passar do tempo e à medida que a fagulha divina passa por diversas experiências, ela se torna mais capaz de se revelar ao que a cerca. À medida que adquire experiências, essa fagulha divina também desenvolve a capacidade de se aproximar de matérias menos densas, prosseguindo assim até completar o ciclo determinado para sua existência como tal.

É importante observar que, na formação do universo, o Criador desloca uma fagulha de si mesmo para essa formação. A partir desse momento, essa fagulha começa a se multiplicar, formando individualidades com o intuito de promover a expansão de seu espírito criador. Inicialmente, na constituição do universo ocorre a formação de átomos, que se organizam em sistemas solares. Esses sistemas, por sua vez, são constituídos por átomos menores, que se dividem em escalas progressivamente reduzidas, até se tornarem tão diminutos que se fundem à imaterialidade do espírito divino.

Com o passar do tempo, as individualidades se aperfeiçoam e, automaticamente, se repartem para formar novas individualidades, até alcançarem a almejada perfeição. Nesse estado, estarão libertas da matéria e se integrarão ao Criador, dando origem à sua expansão, que é a finalidade para a qual foram criadas. Esse é o ciclo universal da expansão do Criador, que se opera ao longo de milênios de existência. Embora essa descrição seja abrangente, é importante notar que uma série de fenômenos variados ocorre para que isso aconteça. Esses fenômenos, que podem parecer ficção, na verdade existem e operam durante a existência do universo. É necessário observar que tudo se desenrola em períodos infinitamente longos, segundo o atual entendimento da humanidade terráquea. No entanto, seres que estão em etapas mais avançadas de desenvolvimento podem compreender melhor toda essa complexa trama evolutiva.

A figura central de toda evolução ou aperfeiçoamento ocorre com o auxílio da matéria, que é a transmissora de todas as sensações necessárias à fagulha divina para que esta possa compreender os resultados de seus atos ao longo da existência, visando seu aperfeiçoamento. Esse processo se dá dentro dos limites da lei da harmonia, que oferece as diretrizes que orientam todo o desenvolvimento. Nada escapa às regras dessa lei, que estabelece normas para a prática dos atos inerentes ao processo evolutivo, com o objetivo de alcançar a almejada perfeição. Uma das diretrizes de suma importância é a lei de ação e reação, que indica o caminho a ser seguido para encontrar a forma adequada de praticar os atos do dia a dia.

Quanto mais próximo do início da caminhada evolutiva, mais intensas precisam ser as sensações para que a fagulha divina perceba as reações decorrentes da prática dos atos cotidianos. Tudo no universo depende dessas sensações para se desenvolver e alcançar a perfeição. Desde o reino mineral, essas sensações já estão presentes e orientam essa jornada evolutiva. Em todos os reinos, elas são essenciais e, à medida que a evolução avança, tornam-se mais facilmente percebidas pela fagulha divina, permitindo, assim, a busca pela perfeição.

As sensações geram os sentimentos que definem a maneira como a individualidade continua a exercer sua condição de aprendiz. Assim como as sensações orientam a individualidade no primeiro estágio de evolução, esse processo se perpetua até que a fagulha esteja livre da matéria. A matéria sempre será o instrumento pelo qual a fagulha divina se aperfeiçoará. Essa dualidade permanece até que a fagulha divina possa retornar ao Criador, completando o ciclo para o qual foi designada. Cada fagulha divina dispõe de liberdade para agir de acordo com sua vontade, o que implica que seu caminho pode ser encurtado pelas condições em que pratica seus atos diários, ou prolongado por razões semelhantes, em decorrência de seu livre-arbítrio.

É importante ter sempre em mente que essa dualidade é fundamental para o desenvolvimento de tudo o que foi criado. Embora o tema possa parecer ambíguo, essa dualidade está sempre presente, e nada escapa a ela. Quando a dualidade não ocorre, isso indica uma estagnação, que não se prolonga por muito tempo, é o caso do elemento primordial antes de sua estruturação. Tudo segue um ritmo, seja mais lento ou mais rápido, pois a dinâmica da força cósmica universal impulsiona essa movimentação, que é intrínseca ao desenvolvimento.

Portanto, a matéria é a base essencial para qualquer desenvolvimento necessário, uma vez que a vontade de se aperfeiçoar surge da fagulha divina que contém toda a intenção do Criador em cumprir sua determinação expansionista.

A individualidade se mantém dessa forma até o retorno ao Criador. No entanto, como espírito que é, ela exerce a função de entrelaçamento com tudo. A base desse entrelaçamento se encontra na potencialidade do Criador, que se dispõe a expandir-se por meio das fagulhas de seu espírito. 

Tudo no universo está interconectado, e o que um possui, o outro também possui. Embora possa parecer que cada individualidade age de forma isolada, na verdade, tudo está dentro desse emaranhado. Quando um ser realiza uma ação, o outro também a está realizando, mesmo que isso não seja evidente. Todos estão interligados; embora algumas individualidades possam executar atos em momentos diferentes, a essência da ação permanece a mesma.

É fundamental lembrar que cada coisa tem seu tempo certo para ser realizada. Por isso, quando uma individualidade é afetada mais do que outra, isso traz consequências, e essas consequências revelarão o motivo pelo qual determinada situação ocorreu.

O agraciamento que o Criador oferece a cada fagulha é fundamental para que cada uma possua vontade própria e possa caminhar com liberdade, no tempo que considerar adequado. No entanto, essa liberdade não a isenta das regras impostas pela construção universal, ou seja, dos ditames da lei da harmonia. Devemos observar que essas regras proporcionam meios para que as individualidades sigam na direção correta do desenvolvimento. Elas regulam a disponibilidade de respostas adequadas em relação às consequências dos atos praticados pela individualidade, patrocinando princípios como ação e reação. Com base nessas regras, também podemos compreender como ocorrem os retornos, permitindo que a individualidade avance em seu despertar para a realidade de seus atos realizados em determinado período de sua existência, enquanto veste uma forma física. Isso é especialmente relevante para os seres terráqueos, que se encontram nesse estágio inicial de evolução.

Podemos afirmar que, em cada fase de evolução, a ação da matéria sobre a fagulha divina se manifesta de maneira específica, uma vez que, a cada etapa, essa matéria se torna mais sutil. No entanto, ainda não somos capazes de realizar uma análise aprofundada sobre como essa interação ocorre, pois nos encontramos em um estágio onde as experiências estão ligadas ao conhecimento adquirido em fases anteriores. Isso implica que não é possível esclarecer totalmente aos terráqueos, uma vez que eles ainda não possuem um entendimento mais avançado dessa matéria sutil da qual tanto falamos. É necessário um progresso científico adicional para que isso se torne compreensível. Quando os terráqueos avançarem para uma nova fase de evolução, terão a oportunidade de estudar essa nova concepção da matéria e, com o tempo, alcançarão pleno conhecimento sobre a natureza e o funcionamento dessa matéria mais sutil.

É importante registrar que a matéria é uma só, abrangendo desde o estado mais denso até o mais sutil. No entanto, suas divisões a interconectam, ou seja, a matéria sutil está intrinsecamente ligada à matéria que os seres humanos conhecem atualmente. Dessa forma, toda a matéria está integrada, desde a mais densa até a mais sutil. 

Pode-se afirmar que a matéria é única, e suas divisões são observadas e utilizadas conforme a evolução e as necessidades de cada individualidade. Por exemplo, uma individualidade que se encontra na primeira fase de evolução, no nível dos terráqueos, conhece a matéria densa ao estar vestida com o corpo físico. Quando essa mesma individualidade deixa o corpo físico, continua a utilizar a mesma matéria, mas em uma forma mais sutil. Essa nova forma de divisão da matéria se tornará a nova vestimenta da individualidade.

A capacidade de entender e perceber essa “nova” realidade, quando despidos do corpo físico, depende da evolução individual, que determinará a compreensão sobre essa nova situação, mesmo que passageira. É importante ressaltar que muitos fenômenos que ocorrem nesse estado de existência fora do corpo físico são documentados por diversas ocorrências, como as experiências de quase-morte, e estão também mencionados em inúmeros livros que descrevem a vida após a morte. A doutrina espírita e outras correntes espiritualistas sempre apresentam informações provenientes de individualidades que se encontram nesse patamar de isenção do corpo físico.

Quando uma individualidade se encontra sem o corpo físico, pode, em virtude de sua compreensão, imaginar que ainda possui esse corpo e agir como se realmente o tivesse. No entanto, ela sente dificuldade em se libertar das amarras da matéria densa. Quando percebe que tudo é diferente do que está acostumada a ver e sentir, é porque já está preparada para receber informações que a levam a entender esse novo estado de existência. Portanto, podemos afirmar que muitas realidades coexistem, mas muitos seres humanos ainda não estão prontos para se envolver com esses conhecimentos.

Um fato curioso é que, quando uma individualidade se despede do corpo físico sem ter consciência da morte e da continuidade da vida, ela pode enfrentar dificuldades para se afastar dessa vestimenta e, eventualmente, pode permanecer ao lado dela por um longo período. Em alguns casos, essa individualidade pode até observar sua vestimenta sendo consumida por vermes, assim como ocorre realmente com seu corpo. Outras individualidades podem perceber essa mudança, mas continuam agindo como se ainda estivessem dentro do corpo físico. No plano onde se encontram os que se despiram do corpo físico, existem trabalhadores que buscam orientar aquelas individualidades que ainda não compreendem a vida após a morte.

Portanto, nem todas as individualidades que habitam o planeta Terra possuem a mesma capacidade de entendimento. Por essa razão, muitas enfrentam dificuldades distintas para alcançar os conhecimentos necessários que permitam acompanhar aquelas que já possuem um entendimento mais elevado. O livre-arbítrio pode influenciar a capacidade de uma individualidade estar mais avançada que outra, uma vez que a vontade de cada um é livre para a prática de quaisquer atos do dia a dia. Essa grande disparidade nas capacidades de compreensão muitas vezes está relacionada ao momento em que essas individualidades começaram a se desenvolver no planeta. Algumas delas formam novos grupos e, por isso, começam a agir de maneira diferente, o que também pode gerar variações no aprendizado, já que cada grupo tende a adotar comportamentos que mais lhes convêm.

Quando um planeta atinge um determinado nível de evolução, ele entra em uma nova fase. Seus habitantes geralmente apresentam evoluções diferenciadas; aqueles que se destacam permanecem no planeta, enquanto aqueles que não alcançaram um nível suficiente de evolução são levados para outros orbes que se encontram em um estágio compatível. Isso ocorre porque as condições nesses novos orbes são adequadas para que esses indivíduos possam continuar seu aprendizado evolutivo.

Muitas dessas individualidades vêm de outros orbes e trazem conhecimentos diversificados, o que explica a diferença na capacidade de compreensão. Muitas vezes, a entidade que foi “expulsa” de outro orbe que passou para uma nova fase de evolução apresenta capacidades distintas. É importante focar no desenvolvimento intelectual e na evolução espiritual de cada uma. Muitas individualidades chegam ao planeta com conhecimentos avançados em termos intelectuais, mas ainda têm muito a aprimorar moralmente. Nem sempre aqueles que possuem uma elevada capacidade intelectual também têm a adequada capacidade moral.

Entre os seres humanos terráqueos, ocasionalmente surgem indivíduos que se destacam em áreas como música, ciência, filosofia, artes, ajuda humanitária e religiões. Esses indivíduos realizam experiências e escrevem livros ou artigos que, muitas vezes, são tão avançados para o seu tempo que muitos questionam sua normalidade. Quando compartilham esse conhecimento, há quem duvide de sua seriedade, mas, com o passar do tempo, confirma-se a veracidade de suas ideias, graças a comprovações posteriores.

Esses indivíduos, que possuem capacidades superiores, podem ser aqueles que já estiveram em mundos onde o conhecimento era muito mais avançado. Ao virem para um novo planeta em busca de evolução, suas habilidades intelectuais se destacam, e por isso são frequentemente chamados de gênios. É fundamental compreender que, como já mencionado, a evolução intelectual não está necessariamente atrelada à evolução espiritual ou moral, como afirmam alguns, pois essas dimensões são, de fato, distintas entre si.

Quanto mais sutil é a matéria, mais fácil se torna seu trânsito pelas entranhas da matéria mais densa. Assim, é possível perceber como o deslocamento de uma individualidade que não possui mais um corpo físico pode ocorrer, levando-a a estar em um local e, em seguida, em outro, a grandes distâncias em questão de segundos. Esse deslocamento ocorre apenas na matéria mais sutil, pois as limitações da matéria densa não a afetam, uma vez que os estados são diferentes.

O deslocamento pode ocorrer com individualidades que não possuem um corpo físico, mas que estão vinculadas ao planeta. Também pode acontecer com aquelas que se encontram em patamares mais elevados. É importante observar que as entidades que estão em processo de aprendizado na primeira fase de evolução são capazes de se deslocar apenas dentro dos planetas aos quais estão vinculadas. Por outro lado, as individualidades que já passaram por uma fase de evolução mais avançada e não mais estão utilizando o corpo físico de matéria densa, têm a capacidade de se deslocar para outros orbes, mesmo que as distâncias sejam infinitamente grandes.

Individualidades que já estão vivenciando a segunda fase de evolução e, por isso, não utilizam corpos físicos no planeta ao qual estão vinculados podem, eventualmente, deslocar-se para outros planetas que ainda se encontram na primeira fase de evolução. Essa viagem visa ao aperfeiçoamento, e, para isso, será necessário que se vistam com um corpo físico no planeta onde realizarão sua especialização. Durante esse período, estarão, portanto, limitados às regras do local em que se encontram. Quando estiverem livres dessa vestimenta, ao contrário dos que ainda estão na primeira fase de evolução, poderão deslocar-se além dos limites do planeta em que estão, em virtude de sua evolução, que assim o permite.

É sempre bom recapitular o nascimento do nosso universo. Em um determinado momento, ele se estruturou, organizando tudo em partículas que deram origem aos átomos. Inicialmente, surgiram os grandes átomos, representados pelas galáxias. Com a continuidade desse processo de estruturação, formaram-se átomos menores, ou seja, os astros, que, ao longo do tempo, passaram a ter ao seu redor os planetas, que por sua vez formavam átomos ainda menores, e assim sucessivamente.

Para que tudo existisse, era necessário que a matéria fosse repartida em átomos menores, os quais são conhecidos hoje pelos terráqueos. Essa repartição continuou ad infinitum. As primeiras divisões são consideradas densas, enquanto as demais são vistas como matéria sutil. A fagulha divina, que representa uma luz extremamente intensa, foi projetada por meio da força cósmica universal durante a estruturação da matéria, a qual, inicialmente, era una. Assim, começou sua divisão em unidades menores, e cada partícula foi determinada a realizar sua própria replicação, dando início à expansão do Criador.

Cada bloco formado na criação do universo tem como finalidade se repartir para construir a expansão de seu criador. Podemos ter uma ideia de como isso ocorre ao observar a formação dos planetas, que são astros em fase de resfriamento. Ao longo dos milênios, esses astros se transformam em planetas, que, por sua vez, formam os elétrons que constituem os grandes átomos, tendo como núcleo o sol. 

Cada planeta, em seu devido tempo, se constitui em massas que, ao continuarem sua individualização, podem dar origem a novas individualidades. Com o passar do tempo, essas novas formas de vida vão se desenvolvendo e levando à construção do primeiro grande estágio: o reino mineral. Este reino evolui até dar origem ao reino vegetal, que, por sua vez, dá origem ao reino animal, o qual também possui uma duração milenar.

O reino animal, por sua vez, prossegue em seu desenvolvimento e, com as mudanças de resfriamento do planeta, não terá mais a oportunidade de se multiplicar dentro dos limites da matéria densa, como era até então. A partir desse ponto, certas individualidades do reino animal, que se desenvolveram até um determinado estágio e adquiriram uma evolução adequada, permanecerão neste planeta. No entanto, não mais como parte da matéria densa, mas integradas à matéria sutil, e continuarão seu desenvolvimento nesse novo contexto. Isso lhes permitirá avançar na repartição da fagulha divina, de uma forma diferente da que foi realizada até então.

Podemos concluir que a matéria está presente em toda a composição do universo; não existe nenhum lugar onde ela não se encontre. A matéria é o fundamento do universo, estando presente em tudo e organizada como um elemento essencial para a expansão do espírito do Criador, que é imaterial. É importante reconhecermos que a dualidade entre Espírito e matéria é uma constante e a chave de toda a criação divina. Dessa forma, a matéria atua como um suporte para a fagulha divina em sua jornada evolutiva. A perfeição é o destino dessa fagulha, e ela só consegue se aperfeiçoar com a ajuda da matéria em suas diversas formas. Assim, enquanto a fagulha divina é imaterial, a matéria serve como instrumento para encontrar o caminho a ser seguido em busca da perfeição.

Bela Vista do Paraíso, 07 de janeiro de 2025

Caetano Zaganini