LIVRO: A PERFEIÇÃO DA SABEDORIA DIVINA
CAPÍTULO l
1-O ser humano, na atual fase de evolução é capaz de entender adequadamente a Criação Divina?
O ser humano busca a perfeição, porém está profundamente ligado ao seu nível de compreensão acerca da criação divina. Enquanto procura entender o funcionamento do universo e, de forma mais próxima, como as coisas operam desde os minerais até os animais, ele apenas se instrui sobre sua capacidade de “criar”. Atualmente, com as novas tecnologias ao seu redor, o ser humano busca, de forma bastante assertiva, descobrir como ocorreu a criação do planeta e de tudo o que nele habita. Isso é louvável; contudo, há a necessidade de buscar essas informações por meio de atos que, embora considerados misteriosos, são essenciais para que o homem possa encontrar a verdadeira compreensão sobre a origem do universo e de seus atributos.
Desta forma, podemos destacar que a humanidade se dedica a entender o funcionamento do universo, desde minerais até animais, reconhece-se o esforço e a curiosidade humanas. No entanto, ressaltamos que essa busca, muitas vezes, se concentra na capacidade de criar e manipular a realidade de forma tecnológica e científica. Essa é uma conquista notável, mas, ainda não é suficiente para alcançar uma compreensão genuína da origem e do propósito da Criação Divina.
A menção aos “atos misteriosos” sugerimos que há aspectos da origem do universo que transcendem o entendimento racional e científico atuais, indicando que para realmente compreender a essência da criação, o ser humano deve ir além do conhecimento técnico e buscar uma conexão mais profunda, que talvez envolva o reconhecimento de mistérios e verdades espirituais, isso incentiva o equilíbrio entre o avanço tecnológico e a busca por uma sabedoria mais elevada, que possa realmente nos aproximar da compreensão da Criação Divina.
2- O ser humano, em sua maioria desconhece a verdadeira identidade do planeta terra, qual seria na realidade sua importância no contexto universal?
É preciso considerar que o planeta Terra é uma entidade dotada de conhecimentos avançados, os quais provêm do Criador. Ele dispõe de meios extraordinários para fazer surgir a vida em seu interior e para acomodá-la de forma adequada, em cada estrutura e lugar. O planeta possui uma sabedoria inimaginável para o ser humano, que vive tentando realizar apenas algumas modificações em algumas de suas criações, enfrentando enormes dificuldades nesse processo. Suas pesquisas não vão além de pequenas alterações no DNA de determinadas plantas e animais; isso, enquanto se apresenta como se fosse o senhor de tudo o que existe, considerando-se dono do mundo, capaz de realizar em pouco tempo o que a Terra levou milhões de anos para organizar.
O planeta Terra organizou-se desde sua infância, ou seja, desde o momento em que se formou como uma entidade individual. Ao longo de milhões de anos, ele foi se estruturando como um elemento que sustenta uma nova etapa de vida, na qual promove o desenvolvimento de todas as individualidades ali existentes.
O planeta Terra, inicialmente, organizou uma maneira de controlar o desenvolvimento de suas criações, criando um programa que passaria a monitorar tudo o que ali surgisse. Com sua sabedoria, a Terra definiu como tudo evoluiria para atingir um novo patamar de desenvolvimento. Esse programa, que ela propôs construir, é o programa instintivo que rege todas as manifestações ali presentes, com a finalidade de viver em harmonia, de acordo com a máxima lei do Criador ou seja, a lei da harmonia. Tudo se limita às suas regras; nada escapa a essa lei. Ela possui sua própria maneira de se fazer valer, de impor sua vontade. Sempre que alguma de suas criações transgrida essas regras, ela age automaticamente para restabelecer a ordem, desempenhando papéis que garantam o cumprimento de suas ordenações.
Através desse texto enfatizamos que o planeta possui uma compreensão profunda e misteriosa de seus processos, muito além do entendimento humano, que tenta apenas modificar algumas de suas criações em pequena escala, como no caso de alterações no DNA. A ideia central é que a Terra foi formada e estruturada ao longo de milhões de anos com um propósito harmônico, seguindo uma lei universal de equilíbrio e ordem, que ela própria impõe automaticamente sempre que suas regras são transgredidas.
Nessa perspectiva atribuímos ao planeta uma inteligência e uma vontade próprias, atuando de forma autônoma para manter a harmonia, refletindo uma visão holística e espiritual do mundo natural. O texto nos convida a refletir sobre a nossa relação com a Terra, reconhecendo sua complexidade, sua sabedoria e seu papel como guardiã de uma ordem maior, que vai além do entendimento humano limitado.
3- De que forma podemos entender a composição do planeta terra?
O planeta Terra é o resultado de uma integração entre duas organizações, ambas decorrentes de uma única estruturação. Refere-se à estruturação ocorrida durante a formação do universo, onde se encontra o citado planeta. A primeira organização é concernente ao local onde as individualidades, os seres humanos atuais, enquanto portadores do instrumento físico se encontram. Eles possuem a capacidade de verificar e comprovar, por meio da ciência, que essa organização é feita de matéria densa, ou seja, aquilo que pode ser tocado, sentido ou confirmado por meio de experimentos científicos realizados no planeta.
Como já mencionamos anteriormente, a individualidade, independentemente do estágio de seu desenvolvimento, é composta de matéria e espírito, assim como o planeta Terra, que também é considerado uma individualidade. Além disso, já discutimos uma realidade diferenciada relacionada à composição do planeta, na qual existe um mecanismo que forma um local distinto, onde permanecem apenas as individualidades desprovidas do corpo físico. Esse local é denominado mundo espiritual.
A primeira refere-se ao estabelecimento da matéria densa em um único bloco, denominado corpo físico, no qual todos os minerais assumem formas que possibilitam o desenvolvimento de suas individualidades. Essas formas se manifestam a cada instante, com o objetivo de promover o aperfeiçoamento. A segunda composição é a matéria sutil, que ancora a fagulha divina presente em tudo e em todos. Por isso, podemos afirmar que, no planeta Terra, existem duas formas de composição: o mundo físico e o mundo espiritual, cada um com suas próprias características de constituição. O mundo físico é conhecido e estudado de forma permanente pelas individualidades que possuem o corpo físico, as quais provêm do próprio estado físico do planeta.
A segunda está intimamente entrelaçada à primeira, de modo que se pode afirmar que uma é o complemento da outra; não há como separá-las. A única diferença que deve ser destacada é que toda matéria, seja ela densa ou sutil, serve de base para a fagulha divina. Para explicar melhor, quando ocorre a formação do universo, o Criador disponibiliza ao elemento primordial uma partícula para que se possa estruturar esse elemento, que posteriormente se transforma em matéria por meio da força cósmica universal, expedida pela fagulha divina. Dessa forma, surge o universo, e, como tudo o que é criado, ele vai se desenvolvendo, ou seja, se aperfeiçoando. Em determinado momento, ele passa a desempenhar seu propósito, que é necessário para que surjam as demais individualidades e, assim, ocorra o aprimoramento.
Essas duas organizações são essenciais para que as individualidades possam se desenvolver e, ao longo do tempo, aprimorar-se. Dessa forma, elas participam de um processo de aprendizagem que, inicialmente, se destaca pela obrigatoriedade de ação, determinada pelo programa instintivo que orienta seu desenvolvimento. Após um determinado período, quando essas individualidades já possuem uma maior capacidade de raciocínio, passam a adquirir o livre arbítrio, tornando-se capazes de dirigir suas próprias ações sem a necessidade da coerção do programa instintivo.
Dessa forma, pode-se concluir que a composição do planeta está estruturalmente organizada em duas dimensões: o mundo físico e o mundo espiritual, ambos essenciais para que as individualidades desempenhem seu papel de aprimoramento na busca pela perfeição para a qual foram criadas. Fazemos a seguir alguns esclarecimentos sobre esse tema:
a). Integração de duas organizações: O planeta Terra é descrito como resultado de uma união entre duas estruturas essenciais que se originaram durante a formação do universo. Essas organizações são complementares e fundamentais para o desenvolvimento das individualidades.
b). Matéria densa e matéria sutil: Assim diferenciamos as duas formas de composição no planeta: 1) Matéria densa que corresponde ao mundo físico, aquele que pode ser tocado, sentido e estudado pela ciência. É composta por minerais e formas físicas que possibilitam a existência e o desenvolvimento das individualidades (seres humanos e outras formas de vida). 2) Matéria sutil que está relacionada ao mundo espiritual, onde permanecem as individualidades desprovidas do corpo físico. Essa dimensão é ligada à fagulha divina presente em tudo e todos, representando o aspecto espiritual ou sutil da existência.
c). Aqui colocamos a Individualidade como unidade de matéria e espírito onde se reforça que cada ser, incluindo o planeta, é uma individualidade composta por matéria e espírito. O planeta Terra, assim como os seres humanos, possui uma estrutura dual que sustenta sua existência.
d). O processo de formação do universo: Segundo a nossa narrativa, o universo foi criado pelo Criador, que disponibilizou partículas para estruturar a matéria, que se transforma através da força cósmica na formação de tudo o que existe. Este processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento é contínuo, visando ao aprimoramento das individualidades.
e). A importância da ação e do livre arbítrio: Inicialmente, as ações das individualidades são governadas por programas instintivos, mas, com o tempo, elas alcançam maior raciocínio e passam a exercer o livre arbítrio, dirigindo suas próprias ações e contribuindo para seu crescimento espiritual e intelectual.
f). A estrutura dual do planeta: Desta forma conclui-se que a Terra é organizada em duas dimensões essenciais, o mundo físico e o mundo espiritual, ambas interligadas e indispensáveis para o processo de evolução e aprimoramento das individualidades.
4- Sabedoria Divina existe, sabemos, mas onde encontrá-la?
A perfeição da sabedoria divina pode ser percebida no planeta Terra, a quem chamamos de Mãe Gaia. Nela, é possível contemplar toda a sabedoria divina. Foi por meio dela que existimos exatamente como somos. Não me refiro apenas ao corpo físico, ao qual todos estamos sujeitos; falo também de como essa sabedoria gaiana foi capaz de criar tudo o que existe e que faz parte dela.
Em tudo há a presença divina; portanto, tudo contém a sabedoria divina em suas entranhas. Para que essa sabedoria possa emergir, é necessário desprender-se da matéria que a acompanha, pois ela é a causa de sua complementaridade na expansão à qual está sujeita. Os milhões de anos que a fagulha divina necessita para retornar ao Criador ocorrem no tempo exato necessário para que essa expansão aconteça. Todo o tempo que passa representa as fases que cada fagulha dispõe para realizar seu processo de aperfeiçoamento. Esse percurso é fundamental para que cada individualidade perceba de forma concreta como agir de acordo com a lei da harmonia.
Ao ser destacada do espírito do Criador, a fagulha divina tem sua sabedoria inicialmente encoberta pela matéria, que a acompanha durante todo seu processo de aperfeiçoamento, orientando a individualidade agir em conformidade com a lei da harmonia que rege toda a criação divina.
Quando uma semente, formada no reino vegetal, inicia seu ciclo de vida, ela é uma pequena partícula da planta de origem. No entanto, ela contém dentro de si a capacidade de se desenvolver até atingir a idade adulta, momento em que passará a produzir frutos, os quais gerarão novas plantas. Dessa forma, é possível fazer uma comparação, ainda que superficial, para entender como a fagulha divina se manifesta e evolui rumo ao desenvolvimento da individualidade, até alcançar a perfeição e fazer parte da expansão do Criador.
Como podemos observar, há uma semelhança entre a reprodução das plantas e a formação das vestimentas da fagulha divina, que precisam se reproduzir inúmeras vezes para alcançar seu aperfeiçoamento. Essa dinâmica ocorre na primeira fase de evolução do planeta, que serve como o ambiente adequado para que todo esse processo se desenvolva de forma adequada.
Como afirmamos, a sabedoria divina está presente em tudo o que existe, pois tudo possui uma fagulha divina e, consequentemente, é portador dessa sabedoria. A sabedoria divina é o mecanismo que orienta tudo rumo ao desenvolvimento, com o objetivo de alcançar a perfeição. É possível perceber essa sabedoria em cada coisa que existe; basta observar o mecanismo que rege tudo dentro das regras da harmonia.
Desde o princípio da existência do planeta, é possível notar que tudo segue um ritmo que direciona para o desenvolvimento. Ao longo desse processo, podem surgir dificuldades que obstaculizam o estabelecimento desse ritmo, podendo ocorrer de forma mais rápida ou mais lenta. No entanto, o ápice do desenvolvimento ocorre em um momento específico, ou seja, com o alcance da perfeição. As dificuldades que impactam o estabelecimento desse ritmo são causadas por algumas individualidades habitantes do planeta, devido ao seu livre arbítrio, uma vez que agem por conta própria, muitas vezes desrespeitando as leis da harmonia que regem tudo.
É importante considerar que os fenômenos cíclicos que provocam as modificações no planeta ocorrem em períodos específicos. Essas transformações acontecem exatamente no momento em que o combustível presente no interior do planeta se esgota até atingir determinado estágio, momento em que ocorre a transição para uma nova fase de evolução. Essa mudança pode ser acelerada pela interferência dos habitantes do planeta, especialmente quando estes não utilizam seus recursos de forma adequada. Afinal, tudo possui vida, e cada ser, desde o reino mineral até o reino animal, desenvolve-se normalmente por meio de um programa instintivo.
Quando, no reino animal, surge o ser humano, capaz de exercer sua própria vontade em detrimento das leis da harmonia, podem surgir problemas que desestabilizam o desenvolvimento normal. Isso acarreta dificuldades para que as individualidades dos reinos mineral, vegetal e animal possam se desenvolver no tempo adequado. Essas dificuldades tornam-se evidentes quando o ser humano desestabiliza a floresta, polui as águas e lança elementos nocivos na atmosfera, ações que provocam processos de recuperação na Terra. Tais processos podem ser extremamente dolorosos para o homem, pois, para cada ação, há uma reação. Essa reação dos componentes dos diferentes reinos reverbera no bem-estar de toda a cadeia de desenvolvimento de tudo o que existe.
A perda do bem-estar pode ser percebida em diversos momentos e em várias ocasiões. Por exemplo, durante a pandemia, o ser humano destruiu habitats de diversas criaturas, que, sem seu lar, buscaram outros locais para se estabelecerem. O mais próximo para suprir suas necessidades acabou sendo o próprio ser humano, que sofreu as consequências de seus atos. Pode-se dizer que apenas alguns desmatam por ação, outros por omissão, porém não deve ser esquecido que tudo faz parte de uma mesma coisa. O homem. muitas vezes, pelo consumo excessivo gera a necessidade de invadir e destruir as florestas, eliminando-as por meio de poluição e derrubadas para obtenção de implementos e produtos químicos, que aumentam a destruição da vida, seja nas matas, nos rios, no solo ou no ar. É importante lembrar que tudo possui vida: desde os minerais, passando pelo reino vegetal, até os animais. Em cada um deles, há a fagulha divina, que propicia os meios adequados para que tudo esteja em harmonia, promovendo uma correção no desempenho desta caminhada rumo ao equilíbrio.
O problema do desmatamento e da poluição são fatos que desordenam completamente o desenvolvimento harmonioso do planeta, trazendo consequências já conhecidas, como o excesso de chuva, calor e frio. Essas mudanças têm provocado situações de fome e sofrimento, muitas vezes agravadas por guerras motivadas pela busca de poder, que geram ainda mais problemas para o planeta. Em última análise, esses acontecimentos podem acelerar uma transformação rumo a uma nova fase de evolução, na qual não haverá mais corpos físicos, permitindo que as individualidades realizem seu trabalho de aprendizado de forma diferente da que ocorre atualmente.
Desta forma, podemos afirmar, sem sombras de dúvida, que tudo está sob o comando da força cósmica universal, que emana do Criador e que tudo assiste com o objetivo de dar continuidade à sua obra, a qual continua em expansão. Assim, é possível verificar, em cada movimento de tudo o que existe, a presença da sabedoria divina, uma vez que os seres terráqueos ainda não são capazes, nem mesmo, de perceber a expressão dessa força que anima tudo, pois ainda são iniciantes nesta caminhada evolutiva que os levará à perfeição.
Nesse texto abordamos a existência e a presença da sabedoria divina no universo, especialmente na Terra, que é considerada uma manifestação dessa sabedoria, cujo planeta denominamos Gaia, a mãe terra. Aqui explicamos que essa sabedoria está em tudo o que existe, desde os minerais até os seres humanos, e que ela foi responsável pela criação e desenvolvimento do universo e de toda a vida nele contida.
Um ponto central a ser observado é a ideia de que a fagulha divina, uma centelha do Criador, está presente em cada indivíduo e elemento do cosmos, embora inicialmente encoberta pela matéria durante seu processo de evolução. Para alcançar a perfeição, essa fagulha precisa se desprender das limitações materiais, passando por ciclos de desenvolvimento semelhantes ao nascimento e crescimento de uma planta, até alcançar sua plena manifestação que a coloca como participante na expansão do Criador.
Também colocamos em evidencia que a harmonia e o ritmo do desenvolvimento planetário são regidos por leis divinas, e que dificuldades surgem quando o livre arbítrio humano desrespeita essas leis, causando desequilíbrios ambientais e sociais. Exemplos como desmatamento, poluição e destruição de habitats ilustram como ações humanas têm impacto direto na harmonia planetária, levando a consequências dolorosas, como mudanças climáticas, pandemias e conflitos.
Por fim, reforçamos a ideia de que tudo está sob o comando de uma força cósmica universal, emanada do Criador, que observa e conduz o processo evolutivo com sabedoria. Apesar de ainda não perceberem essa presença, os seres humanos estão em uma caminhada evolutiva que os levará à compreensão plena dessa sabedoria divina e à realização de sua verdadeira finalidade, a expansão do Criador.
Em suma, podemos destacar que isso convida a todos a fazer uma reflexão sobre nossa conexão com a sabedoria divina presente em tudo e a importância de agir com harmonia para que essa sabedoria possa se manifestar plenamente, contribuindo para a evolução individual e coletiva.
5-Como pode ser o tempo dentro da construção universal e qual a sua importância nesse desenvolvimento?
Para tudo há um tempo estabelecido, pois o início representa apenas um deslocamento de uma parte da Divindade, a qual se reparte para, futuramente, voltar a se reunir, dessa vez em uma extensão maior, ou seja, uma expansão do Todo. É importante saber que tudo ocorre dentro de um determinado período, que pode ser descrito como dias, anos, séculos, milênios ou até mesmo séculos de milênio. Para a Divindade, o tempo, como o conhecemos, não existe; ela percebe apenas a sequência de sua expansão, que acontece dentro dos parâmetros de sua própria construção. Há um momento em que ocorre a repartição do espírito da Divindade e outro em que essa partícula divina retorna ao seu seio divino, após seu aperfeiçoamento, quando se conclui mais uma etapa da expansão divina.
Também é importante compreender que, para o ser terráqueo, o tempo representa uma medida pela qual ele observa o desenvolvimento de sua caminhada. Caso não fosse assim, ele não seria capaz de perceber seus passos nesse processo de crescimento. Além disso, é fundamental saber que, quando uma individualidade utiliza um corpo físico, esse corpo, automaticamente, bloqueia qualquer informação proveniente do mundo espiritual. Tal bloqueio ocorre por necessidade de aprendizado e também porque, durante sua permanência, o corpo físico, envolvendo a fagulha divina, é responsável por gerar o entendimento de como tudo se organiza no mundo físico. Assim, o desenvolvimento ocorre dentro de parâmetros adequados ao seu estabelecimento como entidade encarnada.
Por causa da proximidade da renovação da terra, estão ocorrendo mais exemplos que ilustram como acontece a estadia no plano espiritual e como ele funciona. Muitos habitantes da Terra, enquanto estão com o corpo físico, não possuem plena capacidade de se relacionar explicitamente com os seres do plano espiritual. No entanto, alguns têm a habilidade de comunicar-se com os habitantes desse plano, exercendo essa capacidade como uma missão para expor aos demais como tudo ocorre naquele local. Por isso, certas individualidades são escolhidas para relatar esses acontecimentos àqueles que ainda estão envolvidos com o corpo físico.
Portanto, é forçoso observar que, no plano espiritual, não há a marcação dos dias por meio das aparições ou ocultações do sol, uma vez que essa marcação pode ser considerada temporária. Dessa forma, o tempo naquele local parece não transcorrer nos mesmos termos que ocorrem no plano físico.
6- A fagulha divina inicia sua caminhada junto com o planeta ou o início se dá em outro momento?
Quando o Criador dispõe Seu espírito para estruturar a matéria, esse processo ocorre automaticamente com a iniciação das individualidades maiores, que formarão os átomos, compostos por astros e planetas. Cada uma dessas individualidades possui em seu interior a fagulha do espírito divino. Quando um elétron primordial, que pode ser considerado como um planeta em sua forma primitiva, se forma, também carrega essa fagulha divina ao longo de sua caminhada evolutiva. Quando essa jornada atinge determinado patamar, inicia-se a divisão da matéria densa, dando origem à formação de novas individualidades. Esse processo, no planeta, começa no reino mineral, passa pelo reino vegetal e alcança o reino animal, culminando na aquisição do livre-arbítrio pelas individualidades do reino animal.
Dessa forma, concluímos que as fagulhas divinas sempre iniciam sua caminhada a partir da partícula maior, individualizada no início do universo. À medida que essa individualidade evolui, cria condições para que essa partícula maior se divida formando novas partículas, conforme mencionado anteriormente.
7- De que forma ocorre o início de um universo?
O início de um universo ocorre quando o elemento primordial, ou seja, aquele que existe ainda não estruturado, passa por um processo de organização, resultando na constituição da matéria. Esse processo acontece quando a vontade do Criador faz com que uma fagulha de seu espírito, por meio da força cósmica universal, se destaque e assume a estruturação do elemento primordial, o que dá origem a toda a matéria e, consequentemente, ao início de um novo universo.
Quando o Criador dispõe Seu Espírito para estruturar a matéria, esse processo ocorre automaticamente com a iniciação das maiores individualidades, que formarão os átomos compostos por astros e planetas. Cada uma dessas individualidades possui em seu interior uma fagulha do Espírito divino. Quando um elétron primordial, que pode ser considerado um planeta em sua forma primitiva, se forma, também carrega essa fagulha divina ao longo de sua caminhada evolutiva, pois toda a criação divina possui essa finalidade. Quando a jornada evolutiva do planeta atinge determinado patamar, inicia-se a divisão da matéria que o constitui, dando origem à formação de novas individualidades. Esse processo, no planeta, começa no reino mineral, passa pelo reino vegetal e alcança o reino animal, culminando na aquisição do livre-arbítrio pelas individualidades do reino animal que já se desenvolveram suficientemente para isso.
Esse tema tem o cunho de revelar que o inicio do universo, combina elementos da cosmologia, espiritualidade e filosofia teológica.
a). Enfatizamos que o início do universo não é apenas um evento físico, mas um ato de vontade divina. A “fagulha do espírito do Criador” simboliza uma centelha de energia ou consciência divina que, ao se destacar, inicia a formação da matéria, portanto uma ação consciente e intencional de uma força superior, reforçando uma visão teocêntrica da criação.
b). Podemos afirmar que o elemento primordial, inicialmente não estruturado, passa por um processo de organização sob a influência da vontade do Criador. Isso implica uma progressão ordenada, onde a matéria se forma através dessa estruturação do elemento primordial.
c). A Formação de Individualidades ocorre a partir da criação do universo e cada uma é dotada de uma partícula do Criador o que reforça a noção de que o universo é uma manifestação da essência espiritual com finalidade evolutiva.
d). Evolução Gradual e Hierárquica: A trajetória evolutiva é sequencial, passando pelo reino mineral, vegetal e animal, até alcançar o livre-arbítrio. Essa visão hierárquica sugere que a complexidade e a consciência aumentam à medida que a matéria evolui, indicando uma jornada evolutiva que culmina na autonomia moral e espiritual do ser.
e). Implicações Filosóficas e Espirituais: O tema reforça a ideia de que toda a criação tem uma finalidade espiritual, e que o universo é uma manifestação da vontade e do Espírito divino. Essa perspectiva oferece uma visão teleológica, onde cada etapa da formação e evolução do cosmos tem um propósito divino, promovendo uma compreensão de harmonia e finalidade na origem do universo.
8- As individualidades que surgem no planeta, para que possam evoluir, devem necessariamente passar pelos reinos mineral, vegetal e animal?
O planeta, em si, é uma individualidade que, aos poucos, vai criando as condições para que seu espírito possa se repartir, formando, consequentemente, novas individualidades que se aperfeiçoarão ao longo de sua existência. Essas novas individualidades têm como objetivo evoluir continuamente até atingirem um estágio de perfeição, momento em que se integrarão ao Criador, contribuindo para a expansão de Sua essência.
Criadas as condições necessárias, as individualidades que surgem no planeta, desde sua formação, são instruídas pelo programa instintivo, formado dentro do sistema organizacional planetário, que sustenta seu desenvolvimento de acordo com as determinações divinas voltadas à busca da perfeição, para a qual tudo foi criado. Essa perfeição será alcançada após um longo período de desenvolvimento, que pode ser denominado evolução. Esse aperfeiçoamento ocorrerá ao longo de sua existência como individualidade, durante uma extensa caminhada imersa na primeira fase de evolução do planeta.
Todas as individualidades criadas no planeta, para que possam dar continuidade ao seu processo de aperfeiçoamento, devem obrigatoriamente passar pelos três reinos: mineral, vegetal e animal. É necessário que elas atravessem todas essas fases de evolução para, posteriormente, prosseguir em sua jornada rumo à perfeição, passando por novas etapas evolutivas. Muitas delas acompanham o planeta em sua trajetória de crescimento.
O desenvolvimento das individualidades passa por diversos períodos ao longo da evolução do planeta. Como já mencionamos, o planeta inicia sua missão ao suportar o crescimento dessas individualidades, que impulsionam seu caminhar em direção à perfeição. O processo de desenvolvimento do planeta começa no reino mineral e, após algum tempo, atinge um estágio em que as individualidades desse reino se aperfeiçoam o suficiente para dar origem a um novo reino: o reino vegetal. Por sua vez, esse reino se aprimora ao longo do tempo, formando o reino animal.
No reino animal, as individualidades, com o desenvolvimento adequado, adquirem a capacidade de se reconhecerem como seres viventes. Essa fase é conhecida como aquisição do livre arbítrio, na qual passam a deter determinados poderes sobre o programa instintivo que, até então, as guiava completamente. Dessa forma, continuam seu processo de desenvolvimento evolutivo, agora com maior conhecimento de si mesmas.
Podemos dizer que esta resposta implica em algumas reflexões que ajudarão entender todo o conteúdo:
a). Universalidade do Processo Evolutivo: A ideia de que todas as formas de vida evoluem através desses reinos reforça uma visão de unidade e continuidade na criação. Cada forma de vida não é um fim em si mesma, mas uma etapa na jornada do espírito.
b). Liberdade e Consciência: A aquisição do livre-arbítrio no reino animal marca um momento importante na evolução, permitindo que o ser escolha seu caminho e adquira maior autonomia em sua trajetória.
c). Progresso Gradual: A sucessão de reinos evidencia uma visão de crescimento lento, gradual, e ordenado, onde o tempo necessário para o desenvolvimento é visto como parte do plano divino.
d). Objetivo Final: A meta última é a perfeição, que leva à união com o Criador, refletindo uma concepção de evolução espiritual como retorno ao estado original de plenitude e integração cósmica.
9- Quando ocorre e como inicia-se o livre arbítrio?
Ele começa no momento em que uma individualidade do reino animal desenvolve adequadamente seu cérebro, ou seja, quando toma consciência de sua existência e passa a dominar o programa que, até então, a comandava, o programa instintivo. A partir de então, torna-se capaz de modificar suas regras, percebendo que elas orientavam sua conduta de maneira impositiva até aquele momento. Esse é o início do processo de aprendizagem consciente, que possibilita à individualidade evoluir até alcançar a liberdade do corpo físico, o qual a auxilia nesse entendimento por meio das sensações, permitindo-lhe movimentar-se em uma direção específica. Essa escolha, feita por meio dos mecanismos disponíveis, a levará a selecionar o melhor caminho com o objetivo de alcançar a perfeição.
10- Iniciado o livre arbítrio, como se dá o desenvolvimento da individualidade durante o período que permanecerá no planeta de origem?
Toda individualidade foi criada para expandir o Espírito Divino do Criador. Para que essa expansão aconteça de forma plena, é necessário que ela prossiga em sua jornada rumo à perfeição, até retornar à integração com aquele Espírito, contribuindo para a sua expansão. Essa caminhada ocorre ao dar continuidade ao que, até então, vem acontecendo durante sua existência: o aprendizado adquirido pela individualidade e a prática dos atos diários essenciais para manter sua permanência enquanto entidade individual.
Durante o período de permanência no planeta, a individualidade, utilizando um corpo físico, viverá sua jornada normalmente, realizando atividades cotidianas que permitirão seu aprendizado. Esse aprendizado consiste na busca por agir de acordo com as leis da harmonia no dia a dia. Esse período pode ser bastante longo, dependendo do entendimento que o terráqueo possui sobre o tempo na conjuntura atual de sua experiência.
Nesse tempo, a individualidade será responsável por praticar os atos do dia a dia, não mais por meio da imposição do programa instintivo, mas com a liberdade de escolher quando e como agir. Essa autonomia lhe proporciona condições para obter resultados que a capacitarão a tomar as decisões mais acertadas na realização de novos atos. Assim, ela vai adquirindo conhecimentos que lhe permitem aprimorar seu invólucro físico e, de forma progressiva, compreender o funcionamento do planeta e os processos de seu desenvolvimento, por meio do uso da ciência. Nesse contexto, o aprendizado científico ajuda a desenvolver os meios necessários para conservar seu corpo físico, o qual é essencial para que ela possa experimentar sensações que indicam seu progresso evolutivo.
Desta forma podemos destacar alguns pontos importantes:
1. A Natureza da Individualidade como Agente de Expansão do Espírito Divino: Aqui a individualidade é vista como uma expressão do Criador, destinada a evoluir e a ampliar sua compreensão e expressão do Divino. Essa jornada de expansão implica aprendizado, aprimoramento moral, intelectual e espiritual, conduzindo à perfeição e à eventual fusão com o Espírito de origem. Essa concepção reforça a ideia de que a existência individual não é apenas uma experiência isolada, mas parte de um processo cósmico de evolução universal.
2. O Papel do Livre Arbítrio no Desenvolvimento Pessoal: O livre arbítrio é fundamental nesse processo, pois permite que cada indivíduo escolha suas ações e atitudes. Essa liberdade é a ferramenta que possibilita o crescimento consciente, pois as escolhas feitas durante o período no planeta influenciam diretamente o grau de aprendizado e a evolução da individualidade. Aqui destaca-se que essa autonomia não é ilimitada, mas orientada pelas leis da harmonia, indicando uma intenção de equilíbrio e progresso responsável.
3. O Processo de Aprendizado Através das Atividades Cotidianas: A vida diária aqui é apresentada como um campo de aprendizado, onde os atos simples e rotineiros são essenciais para o desenvolvimento. Ao exercer sua liberdade de escolha, o indivíduo aprende a agir de acordo com princípios da harmonia, contribuindo para sua evolução moral e espiritual. Essa prática contínua também aprimora seu entendimento do funcionamento do planeta e dos processos de desenvolvimento, incluindo o uso da ciência, que serve como ferramenta de preservação e compreensão do corpo físico.
4. A Importância do Corpo Físico e do Conhecimento Científico: O corpo físico é considerado um invólucro essencial para a experiência sensorial e para o progresso evolutivo. O desenvolvimento científico, portanto, é visto como um meio de aprimorar o corpo e facilitar a compreensão do mundo material, promovendo uma evolução integrada entre o físico, o intelectual e o espiritual.
5. Tempo e Período de Permanência no Planeta: O tempo de permanência na Terra é variável, dependendo do entendimento e evolução de cada indivíduo. Esse aspecto sugere uma visão de que o progresso espiritual não está limitado a um período fixo, mas é uma jornada personalizada, que se estende até que a individualidade alcance um nível de maturidade suficiente para retornar ao Espírito Divino.
11- Toda individualidade alcança o livre arbítrio através do conhecimento adquirido pelo corpo físico de que dispõe durante sua caminhada?
Como foi mencionado, desde o início do desenvolvimento do planeta, a fagulha divina está presente para sustentar a matéria ao longo de seu processo evolutivo. Tudo começa na formação do reino mineral, que se desenvolve lentamente, e, com sua evolução, fornece a base para o surgimento do reino vegetal. Por sua vez, o reino vegetal evolui, criando as condições necessárias para o aparecimento do reino animal, estabelecendo assim o ápice da criação planetária.
Até aqui, falamos sobre o desenvolvimento da parte material, que corresponde ao corpo físico do ser humano. No entanto, também é importante abordar o desenvolvimento da fagulha divina, que integra toda a matéria. No princípio, existia um elemento primordial que, sob a influência da fagulha divina, se estruturou, dando origem ao que chamamos de Big Bang.
Quando se trata da fagulha divina, ela, proveniente do espírito do Criador, vai se dividindo para formar as individualidades. Com o passar do tempo, essas individualidades darão origem, como já mencionado, ao corpo físico do ser humano. Esse corpo servirá de instrumento para que a fagulha divina, que acompanhou todas as etapas de formação até então, passando pelos reinos mineral e vegetal, possa evoluir até alcançar o ser humano. Assim, ela poderá prosseguir seu desenvolvimento, conforme a expectativa da Divindade, que é a busca pela perfeição, com o objetivo de retornar ao Espírito do Criador no intuito de expandi-Lo.
Desta forma a individualidade se utiliza do corpo físico para captar as informações por meio das sensações proporcionadas por esse corpo. Desde o início de sua jornada, a fagulha divina vai oportunizando, a cada passagem pelo corpo físico, o desenvolvimento de seu aprimoramento, o que determina sua trajetória evolutiva. Como já mencionamos, inicialmente, toda individualidade segue um programa instintivo que orienta seu desenvolvimento. Em determinado momento, essa individualidade passa a perceber sua própria existência, momento em que surge o livre-arbítrio, que começará a guiá-la. Em resumo podemos dizer que são possíveis algumas conclusões, tais como:
1. Contexto da Evolução Planetária e da Fagulha Divina: Desde o início da formação do planeta, a presença de uma fagulha divina, uma centelha de espiritualidade proveniente do Criador, acompanha toda a trajetória de desenvolvimento da matéria. Essa fagulha, que se divide e evolui através dos reinos mineral, vegetal e animal, prepara o caminho para o surgimento do ser humano. Assim, o corpo físico humano não é apenas uma estrutura biológica, mas um instrumento de manifestação e evolução da fagulha divina, que busca sua perfeição e retorno ao Espírito do Criador.
2. Corpo Físico como Instrumento de Conhecimento: O corpo físico é apresentado como o meio pelo qual a individualidade capta informações do mundo exterior, por meio de sensações, percepções e experiências. Essa interação com o meio é fundamental para o desenvolvimento da consciência, permitindo que a fagulha divina, que acompanha toda essa trajetória, aprimore suas capacidades e evolua espiritualmente.
3. A Emergência do Livre-Arbítrio: Inicialmente, o programa de desenvolvimento da individualidade é regido por instintos e impulsos automáticos, ligados à sobrevivência e à evolução biológica. Contudo, à medida que a consciência se amplia, surge a percepção de si mesma e do seu entorno, possibilitando o exercício do livre-arbítrio. a capacidade de escolher, decidir e agir consciente de suas opções.
4. Livre-Arbítrio como Resultado do Conhecimento e da Consciência: O tema sugere que o livre-arbítrio surge a partir do conhecimento adquirido pelo corpo físico durante a caminhada evolutiva. Quanto mais a individualidade aprende com suas experiências, mais ela se torna capaz de fazer escolhas livres e conscientes, dirigidas por sua própria vontade, e não apenas por impulsos instintivos. Assim, o desenvolvimento do conhecimento, aliado ao uso do corpo físico, é fundamental para que haja o pleno exercício do livre-arbítrio.
12- As individualidades são criadas para realizar um processo de aprendizado que as conduza à prática de atos alinhados com a lei da harmonia. Elas exercitarão esse aprendizado sempre no planeta de origem ou podem também recorrer a outros locais para desenvolver seu aperfeiçoamento?
Quando o planeta já possui as condições necessárias para dar início à sua constituição de individualidades, que se inicia pelo reino mineral, seguido pelo reino vegetal e, posteriormente, pelo reino animal, inicia-se também a construção dos elementos mais adequados para que as individualidades possam colocar em prática, por meio do livre arbítrio, seu aprendizado evolutivo. Portanto, neste planeta, onde as individualidades têm se desenvolvido até o momento presente, elas vão construindo seu aprendizado na busca pela perfeição.
Após uma parte da caminhada rumo à perfeição, chegará um momento em que o planeta passará por profundas transformações. Nesse período, as individualidades também deverão adotar uma nova abordagem para dar continuidade ao seu aprendizado evolutivo. Isso fará com que muitas dessas individualidades, que ainda não tenham atingido o patamar desejado para avançar nesse novo ciclo de aprendizado, sejam transferidas para outro planeta onde encontrarão as condições necessárias para dar continuidade à sua evolução.
O planeta é organizado de modo a promover o surgimento das individualidades que nele iniciarão seu processo de desenvolvimento. Uma vez atingido um determinado nível no local onde foram formadas, essas individualidades permanecerão até que ocorra uma mudança de fase planetária. Como já mencionado, aquelas com um nível de evolução específico permanecerão no mesmo planeta, que já estará em uma fase mais elevada, enquanto as que não se encaixarem nesse novo nível serão encaminhadas para outros planetas, onde poderão dar continuidade ao seu aprendizado. Nesses novos planetas, encontram as condições necessárias para se aperfeiçoar o suficiente, de modo a avançar em seu desenvolvimento e atingir uma nova fase de evolução, na qual o processo de aprendizado ocorrerá sem a necessidade do corpo físico utilizado até então.
Com tudo isso queremos dizer que as individualidades surgem inicialmente no planeta, passando por fases de desenvolvimento que acompanham os reinos mineral, vegetal e animal. Essa sequência sugere uma evolução gradual, onde cada estágio prepara o indivíduo para o próximo, construindo uma base de experiências e conhecimentos essenciais para seu aprimoramento. Essa progressão também possibilita a formação de elementos mais sofisticados e adequados ao exercício do livre arbítrio, que é a capacidade de escolher e agir de forma consciente, fundamental para o aprendizado evolutivo.
Também queremos dizer que quando o planeta atinge um estágio de transformação profunda, muitas individualidades podem ainda não ter atingido o nível de evolução necessário para enfrentar esse novo ciclo. Como consequência, essas individualidades podem ser transferidas para outros planetas que estejam em condições mais propícias ao seu desenvolvimento. Com isso queremos reforçar a noção de que o universo ou o cosmos é composto por múltiplos mundos, cada um em diferentes fases evolutivas, proporcionando oportunidades variadas de aprendizado.
Essa transferência também evidencia a justiça e a misericórdia do processo evolutivo, ao oferecer às individualidades a chance de continuar sua jornada mesmo que seu planeta de origem não seja mais adequado às suas necessidades atuais. Essa dinâmica assegura que o progresso não seja interrompido, mas sim redistribuído de forma a maximizar as possibilidades de crescimento.
As individualidades têm autonomia para escolher seu caminho, mas também são responsáveis por suas ações e pelo seu progresso. A transferência para outros planetas não é uma punição, mas uma oportunidade de aprimoramento. Existe uma espécie de escalonamento de evolução, em que as individualidades permanecem em seus planetas até atingirem um determinado nível, momento em que podem avançar para fases
Também devermos entender que os planetas passam por mudanças de fase, que representam avanços na sua organização evolutiva, afetando diretamente as individualidades que nele habitam. Ainda podemos afirmar que o aprendizado pode ocorrer “sem a necessidade do corpo físico” indicando uma compreensão de que a evolução não se limita à experiência material, mas que há níveis de aperfeiçoamento que transcendem a forma física.
13- Quando o espírito é expulso de um planeta, ao adentrar um novo astro, ele carregará o livre-arbítrio adquirido no planeta de origem?
Após uma parte da caminhada rumo à perfeição, chegará um momento em que o planeta passará por profundas transformações. Nesse período, as individualidades também deverão adotar uma nova abordagem para dar continuidade ao seu aprendizado evolutivo. Isso fará com que muitas dessas individualidades, que ainda não tenham atingido o patamar desejado para avançar nesse novo ciclo de aprendizado, sejam transferidas para outro planeta onde encontrarão as condições necessárias para dar continuidade à sua evolução.
A individualidade que adquiriu o livre arbítrio o manterá permanentemente até sua reintegração ao Espírito Divino. Dessa forma, todas as individualidades que ingressarem em um novo planeta carregarão consigo esse livre arbítrio, pois essa é uma condição essencial para o desenvolvimento ao longo da caminhada evolutiva.
O livre-arbítrio é uma das principais características do espírito em sua jornada evolutiva. Ele permite que o indivíduo escolha seus caminhos, suas atitudes e suas aprendizagens. Quando afirmamos que a individualidade carrega o livre-arbítrio adquirido no planeta de origem, queremos dizer que isso reforça a ideia de que essa liberdade é uma herança do processo de evolução, que não é perdida, mesmo em circunstâncias de mudança de planeta. Assim, o livre-arbítrio é uma condição essencial para a continuidade do progresso espiritual, independentemente da localização física da individualidade.
A expulsão de espíritos de um planeta, especialmente em contextos de grande transformação planetária, está ligada a processos de ajuste evolutivo. Espíritos que ainda não alcançaram o grau de maturidade necessário para evoluir em um novo ciclo podem ser transferidos para outros mundos, onde possam continuar seu aprendizado de forma mais adequada às suas necessidades evolutivas.
Essa transferência não implica uma perda do livre-arbítrio, mas sim uma oportunidade de evolução em condições mais adequadas em diferentes planetas, sendo, portanto, uma estratégia de aprendizado cósmico, que visa facilitar a evolução de espíritos que ainda precisam superar limitações ou dificuldades específicas com a finalidade de chegar a perfeição.
É possível ver que, após uma fase de caminhada rumo à perfeição, também os planetas passam por profundas transformações. Nesse momento, as individualidades devem adotar uma nova abordagem para dar continuidade ao seu aprendizado. Essa ideia sugere que as condições de vida e as experiências oferecidas por um planeta podem evoluir, exigindo uma adaptação dos espíritos para que possam continuar seu progresso. A transferência de individualidades de um planeta para outro pode ocorrer como uma resposta às necessidades de evolução de cada individualidade, sendo uma ferramenta de ajustamento às novas condições. Portanto, o livre-arbítrio é uma característica que persiste ao longo de toda a trajetória do espírito, até sua reintegração ao Espírito Divino. Esse conceito reforça que a liberdade de escolha acompanha o espírito em todas as suas mudanças para outros locais, sendo uma condição indispensável para sua evolução.
14- Como ocorrerá o aprendizado da individualidade quando ela for transferida para outro planeta?
Neste novo planeta, a individualidade continuará seu aprendizado entre os habitantes daquele orbe. Toda individualidade que ali chega possui um nível de desenvolvimento evolutivo compatível com muitos dos demais habitantes, podendo variar em capacidades intelectuais, mas mantendo-se aproximadamente no mesmo nível moral. Quando essas individualidades aportam ali, fazem-no sem a presença do corpo físico; o corpo físico, desenvolvido naquele local, será adquirido posteriormente para dar continuidade ao seu processo evolutivo. Sabemos que, nesse novo orbe, já existem individualidades que iniciaram ali mesmo seu trabalho de aprendizado. Por isso, irão conviver com individualidades vindas de outros planetas, formando grupos que trabalham conjuntamente para desenvolver o aprendizado necessário, a fim de que possam avançar para um novo patamar de evolução durante o tempo que permanecerem naquele orbe.
Toda individualidade que alcançou o livre arbítrio sempre aprenderá observando as reações decorrentes de seus atos diários, praticados para desenvolver sua caminhada. Essas reações indicarão se seus atos estão em conformidade com as regras da lei da harmonia.
Toda individualidade desenvolve o início de seu aprendizado exatamente onde começou sua jornada: no planeta de origem. Nesse orbe, surgirão, entre as individualidades que o habitam, outras provenientes de diferentes planetas. Por isso, é importante entender que o planeta também é uma individualidade e inicia sua trajetória desenvolvendo o reino mineral, seguido pelo reino vegetal e, posteriormente, pelo reino animal. Nesse último reino, surge uma individualidade que adquire o livre-arbítrio, e cujo aprendizado se completa ao longo do tempo, condição que ocorre em todos os planetas.
Em determinado momento, o planeta, ao alcançar um certo nível de evolução, modificará suas estruturas e não mais poderá fornecer o corpo físico às individualidades que nele se encontram. Nesse momento, aquelas que não tiverem atingido o patamar necessário para continuar seu aprendizado sem o corpo físico deverão seguir para outro orbe, onde a disponibilidade desses corpos físicos poderá ser ofertada às individualidades que deles necessitam.
Dessa forma, podemos afirmar que as individualidades que imigraram para o novo planeta realizarão seu aprendizado utilizando-se dos corpos físicos disponíveis naquele local. Normalmente, essas individualidades serão levadas a um planeta que possui um nível de evolução semelhante ao delas, para que possam desempenhar sua tarefa nas condições adequadas às suas necessidades. O aprendizado sempre ocorrerá similarmente ao que ocorria no planeta de origem, devendo agir de acordo com as regras da harmonia. Como isso acontece? De maneira semelhante ao que ocorreu no planeta de origem, ou seja, baseando-se na reação às ações praticadas e ajustando-as conforme a necessidade evolutiva, sempre respeitando as regras da harmonia.
Conforme já afirmamos é de bom reforçar que, ao chegar a um novo planeta, a individualidade inicia sua experiência de aprendizado sem o corpo físico, que será posteriormente adquirido. Isso remete a que o corpo físico é um instrumento temporário e secundário no processo evolutivo.
A ideia de que há individualidades que começaram sua trajetória naquele planeta reforça a noção de que a evolução não é linear ou exclusiva de um único mundo, mas um processo universal, onde diferentes etapas se sucedem em diversos ambientes. implicando numa continuidade de aprendizado, onde os habitantes do planeta evoluem juntos, independentemente de sua origem, promovendo uma convivência rica em experiências distintas. O convívio das individualidades provenientes de diferentes planetas cria um ambiente de diversidade, aprendizado mútuo e colaboração. Essa diversidade é vista como um fator enriquecedor, permitindo que as experiências e as evoluções de várias origens se cruzem, promovendo maior compreensão e harmonia.
Como foi dito, ao alcançar certo nível de evolução, o planeta deixa de fornecer corpos físicos às individualidades, que deverão então migrar para outros mundos com condições adequadas ao seu estágio de desenvolvimento. Essa ideia reforça a noção de que a evolução planetária é um processo de progressão, onde a transformação do ambiente físico é uma etapa do ciclo evolutivo.
Quando afirmamos que as individualidades devem agir de acordo com as regras da harmonia, queremos indicar que o aprendizado evolutivo está mais ligado ao tema moral. As ações e reações devem estar em sintonia com princípios éticos universais, garantindo o progresso espiritual de forma equilibrada. Nem todas as individualidades atingirão o estágio de continuar sua evolução sem o corpo físico, reforçando que o processo é gradativo e que cada um tem seu ritmo. Isso promove a compreensão de que o aprendizado é uma jornada contínua, que envolve desafios, ajustes e crescimento constante.
Podemos concluir que o processo evolutivo, onde a transferência de individualidades entre planetas é parte de um grande ciclo de aprendizado universal. Assim, são valorizadas a diversidade de experiências, a responsabilidade moral e a continuidade na evolução espiritual, independentemente do ambiente físico. Ao entender o planeta como uma etapa na trajetória de cada individualidade, é bom refletir sobre a importância de nossas ações presentes, conscientes de que estamos todos em um caminho de crescimento que transcende os limites de um único mundo.
15- Quando uma individualidade é retirada de um planeta por não ter conseguido o aprendizado necessário para passar para uma nova fase de evolução, ela pode ser encaminhada para outro planeta onde haja seres na mesma sintonia de evolução ou, então, para um planeta habitado apenas por seres com um nível de evolução inferior?
Em determinado momento, o planeta, ao alcançar um certo nível de evolução, modificará suas estruturas e não mais poderá fornecer o corpo físico às individualidades que nele se encontram. Nesse momento, aquelas que não tiverem atingido o patamar necessário para continuar seu aprendizado sem o corpo físico deverão seguir para outro orbe, onde a disponibilidade desses corpos físicos poderá ser ofertada às individualidades que deles necessitam.
É por isso que quando uma individualidade não consegue atingir o nível de aprendizado necessário para avançar de fase evolutiva, ela é encaminhada para outro planeta onde possa continuar seu processo. Essa ideia reforça a noção de que a evolução não é linear e uniforme, mas uma jornada individualizada, que pode requerer múltiplas experiências em diferentes ambientes planetários para que o aprendizado seja consolidado.
É importante destacar que a individualidade que permanecer no planeta durante uma nova fase de evolução continuará seu aprendizado de forma diferenciada, ou seja, sem a utilização do corpo físico, uma vez que suas estruturas físicas passam por modificações que impedem a formação de novos corpos físicos. Portanto, aquele que deixar o planeta terá um determinado nível de evolução moral que ainda não alcançou o patamar necessário, mesmo que seu nível de evolução intelectual possa ser bastante elevado, pois, o nível de evolução moral da individualidade nem sempre está alinhado ao seu desenvolvimento intelectual
Quando adentrar um novo planeta, a individualidade utilizará automaticamente um corpo físico disponível nesse local para dar continuidade ao seu processo de aprendizado. É possível que essa individualidade tenha um nível de aprimoramento moral mais elevado em sua conduta evolutiva do que as demais existentes naquele planeta. No entanto, nada impede que ela continue seu aprendizado junto às outras individualidades que ainda se encontram em um estágio inferior de evolução.
Essa condição de portadora de um conhecimento moral um pouco mais avançado pode possibilitar que ela auxilie as demais individualidades, atuando de forma a contribuir para o seu progresso. Ressalta-se que essa ajuda pode ser considerada um trabalho missionário, uma vez que tal postura demonstra uma visão altruísta e colaborativa do progresso evolutivo, onde o avanço moral se manifesta também na disposição de ajudar os outros. A possibilidade de que indivíduos com maior evolução moral atuem como exemplos ou mentores reforça a ideia de que o progresso espiritual é também uma responsabilidade coletiva. A ajuda ao próximo, através de um trabalho missionário, é vista como parte integrante do processo evolutivo, promovendo uma interação fraterna e um crescimento conjunto. Por outro lado, outras individualidades com nível evolutivo inferior, ao ingressarem em um planeta onde há seres com maior nível de evolução, podem seguir como exemplo os comportamentos dessas individualidades mais aprimoradas.
Por fim, a presença de seres mais evoluídos em ambientes com indivíduos de níveis inferiores serve como estímulo e modelo de conduta, incentivando a aspiração ao aprimoramento moral e intelectual. Essa dinâmica de troca e influência é fundamental para a evolução de todos, contribuindo para uma ascensão coletiva.