Gaia é a deusa da Terra na mitologia grega e é considerada a mãe primordial, criadora do planeta e de todos os deuses. Ela surgiu do Caos, sendo o segundo ser a aparecer na criação e personificando a própria Terra. Juntamente com Urano, que representa o céu, e sua descendência, Gaia é uma divindade primordial. Urano gerou o céu e Pontos, o mar. Gaia moldou montanhas, vales e planícies a partir de seu próprio corpo, fez brotar águas e deu origem aos seres vivos. Ela ordenou o Cosmos, trazendo fim à desordem e à destruição, e estabelecendo a harmonia.
Hoje, ao se falar em Gaia, todos direcionam seus pensamentos ao planeta Terra como um todo. Podemos afirmar que a Terra foi criada a partir do isolamento de uma partícula originada de um astro existente no universo. Essa partícula, dotada de energia conforme sua origem, foi gradualmente perdendo sua capacidade energética, o que resultou em seu resfriamento. Em determinado momento, ocorreu o seu desenvolvimento como um corpo materno. A partir desse instante, a Terra começou a organizar seus elementos para que pudessem dar origem às individualidades que formariam sua descendência.
Neste ponto, é importante relembrar os escritos anteriores afirmando que o Criador deslocou parte de Si para estruturar a matéria com a qual formou o universo. O universo foi criado para se desenvolver e dar continuidade à expansão de Seu Criador. Como criação divina, passou inicialmente por um processo de divisão no momento de sua estruturação; assim, a matéria, agora parte da divindade, passou a formar os grandes átomos que constituem a base do universo.
O mecanismo primordial para a formação de átomos menores foi o resfriamento dos astros que deu origem às partículas resultantes dessa estruturação. Essas partículas são os chamados astros, como se pode observar no exemplo do Sol, que compõe o sistema solar da Terra. Com o passar do tempo, as partículas menores vão se resfriando e formando planetas. Assim como tudo no universo é concebido para se desenvolver, é necessário que os planetas proporcionem as condições apropriadas para que novas individualidades surjam em seu arcabouço. Essas divisões inicialmente constituem o reino mineral, e, com o aperfeiçoamento, surgem o reino vegetal e, posteriormente, o reino animal. Todo esse processo ocorre em virtude do aperfeiçoamento impulsionado pela dinâmica do universo, cuja finalidade é promover a expansão do Criador, que é o propósito para o qual tudo foi criado.
No princípio a Terra começou a criar e sustentar formas de vida, estabelecendo a base para a diversidade biológica. Os componentes básicos da matéria vão se combinando de maneiras cada vez mais sofisticadas, levando à formação de organismos e ecossistemas, isso ocorreu após um longo processo de evolução.
Inicialmente, a vida como é entendida atualmente, surgiu a partir de moléculas simples que, ao longo de milhões de anos, se combinaram e se organizaram em formas mais complexas. Essas formas de vida primitiva, como bactérias e organismos unicelulares, evoluíram em resposta às mudanças no ambiente, dando origem a uma variedade de espécies diferentes.
Com o tempo, os organismos multicelulares apareceram, diversificando ainda mais a vida na Terra. Através de processos como a seleção natural, algumas dessas espécies se adaptaram a seus habitats, resultando em uma rica diversidade de formas de vida, incluindo plantas, animais e fungos.
Entre os muitos grupos de animais, surgiram os primatas, que se destacaram por suas habilidades cognitivas e sociais. Dentro desse grupo, os hominídeos, que incluem nossos ancestrais diretos, começaram a desenvolver características únicas, como o bipedalismo e a capacidade de usar ferramentas.
Finalmente, após milhões de anos de evolução, os humanos modernos (Homo sapiens) emergiram. Eles possuem capacidades cognitivas avançadas, linguagem complexa e uma cultura rica, características que os distinguem de outras espécies. O início dessa distinção ocorreu com a aquisição do livre-arbítrio, pois até então os primatas eram guiados por programas instintivos. O desenvolvimento de algumas dessas espécies propiciou a capacidade de se reconhecerem como seres autônomos. Assim, a jornada do surgimento da “vida” na Terra até o ser humano é marcada por uma série de transformações e adaptações ao longo do tempo, que culminaram na forma como conhecemos a humanidade hoje.
Acabamos de discutir a parte estrutural de Gaia; agora, vamos nos referir à base que sustenta essa ordenação física. Durante a criação do universo, de onde se origina Gaia, ocorreu um longo desenrolar de eventos que estão diretamente ligados à sua formação. Para que o universo surgisse, era necessário, primeiramente, a formação da matéria. Esta se originou da estruturação do elemento primordial, com a interferência do espírito Criador, que se manifestou por meio da Força Cósmica Universal.
A matéria, uma vez estruturada, permanece nesse estado até que, ao longo do tempo, se modifique e desestruture novamente, tornando-se, então, um elemento primordial. A estruturação continuará enquanto houver a necessidade de a matéria estar à disposição da fagulha divina, a fim de oferecer suporte para seu desenvolvimento e consequente evolução, até alcançar a perfeição. Nesse momento, a fagulha divina se integrará novamente ao Criador e a matéria não sendo mais necessária para auxilia-la se desestruturará e formará novamente elemento primordial.
A fagulha divina está presente em tudo o que existe e, por isso, também constitui Gaia como a sede principal de todo um mecanismo desenvolvedor. Como a fagulha divina contém toda a sabedoria do Criador, podemos afirmar que essa sabedoria reside em Gaia. Gaia utiliza essa sabedoria divina para propiciar as condições e os elementos necessários ao desenvolvimento da vida tal como é conhecida no planeta, permitindo que as individualidades evoluam e se aperfeiçoem com a finalidade de expandir o Espírito do Criador.
A vida é a dinâmica do universo. O elemento fundamental da matéria que o compõe é o espírito divino. Esse espírito contém em si o princípio inteligente que, por meio da dinâmica proporcionada pela força cósmica universal, promove o aperfeiçoamento da matéria estruturada, construindo mecanismos para o desenvolvimento das individualidades. Cada individualidade é composta de matéria e espírito, tendo como finalidade a busca pela perfeição, por isso, afirmamos que a vida é essa dinâmica proporcionada pelo Criador.
Reconhecendo que Gaia carrega a fagulha divina e, ao longo do tempo, evolui guiada pelas determinações do Princípio Inteligente, podemos afirmar que ela tem desenvolvido, durante sua jornada, uma extraordinária perfeição. Isso se deve à sua capacidade de organizar tudo o que existe e de promover a formação das individualidades. O ser humano, por sua vez, ainda não compreende a profundidade da sabedoria de Gaia, pois sua referência se limita ao que aprendeu até o momento, o que é insignificante diante do vasto conhecimento que Gaia detém, observando e ordenando tudo ao seu redor.
O ser humano ainda não possui a capacidade de avaliar a evolução de Gaia, pois baseia-se única e exclusivamente em sua limitada sabedoria. Seus conhecimentos são insuficientes para compreender a complexidade operacional desse sistema. Quando Gaia se desenvolveu, já era portadora da fagulha divina, que revelava uma grande sabedoria capaz de gerar, em seu seio, tudo o que existe hoje em seu colo maternal.
Muitos seres humanos ainda não conseguem compreender plenamente o mecanismo que Gaia oferece para amparar a todos em seu caminho de aprendizado em direção à perfeição. É fundamental entender que Gaia não se comunica com os seres humanos por meio de sua linguagem, mas sim através das benesses que proporciona a cada individualidade. Ela é uma mãe silenciosa, que se dedica a seus filhos sem exigir nada em troca. Essa grande mãe não repreende nenhum de seus filhos, por mais absurdas que sejam suas atitudes.
Tudo no universo segue a lei da harmonia, e é a partir dessa premissa que surgem os problemas provocados pelo próprio ser humano ao desrespeitar essa lei. Por exemplo, quando o ser humano queima uma floresta ou prejudica seus filhos, que ainda estão sob a influência de instintos, ocorre um desequilíbrio na harmonia. Esse desequilíbrio, por sua vez, gera um fenômeno que busca corrigir essa situação.
O ser humano, muitas vezes, não presta atenção aos fenômenos que ocorrem ao seu redor. Por isso, é necessário que ele receba informações que o alertem sobre atitudes inadequadas. Nesses casos, é fundamental haver uma compensação que permita a correção de tais falhas. Situações que evidenciam o desequilíbrio presente na superfície de Gaia podem ser observadas. Um exemplo disso foi a pandemia de COVID-19, que surgiu a partir de um desequilíbrio em seu habitat natural. A reação do vírus, ao perder seu ambiente original, foi buscar um novo local para se alojar, que acabou sendo o ser humano. Como o organismo humano não é adequado para ser o habitat desse vírus, sua estrutura foi comprometida, levando-o a utilizar mecanismos de defesa que resultaram em sofrimento e, em última instância, na perda do corpo físico.
Gaia, por ser extremamente amorosa, proporciona os meios para que todos os seus filhos se acomodem em seu seio. Ela não faz distinção entre os elementos dos reinos mineral, vegetal ou animal; todos são seus filhos e são tratados da mesma forma. Quando se afirmar que Gaia enviou a COVID-19 para castigar a humanidade, essa interpretação é equivocada. Na verdade, ela apenas permitiu que o vírus, resultado de problemas causados pelo ser humano, encontrasse um local para se desenvolver. Isso não é um castigo, mas sim uma reação aos atos provocados pela humanidade, cuja finalidade é mostrar que estão agindo de forma errada, infringindo os ditames da lei da harmonia.
Atualmente, é fundamental que o ser humano compreenda que a destruição das áreas verdes, o represamento dos rios — que são as veias que irrigam a superfície terrestre — e a intensa poluição que afeta todas as partes do planeta exigirão um longo processo para que tudo isso retorne à normalidade. É possível que essas máculas sejam irreversíveis, o que poderá levar a Mãe Gaia a se transformar completamente, atingindo um novo estado em que sua estrutura se alterará, servindo apenas como abrigo para aqueles que possam habitá-la sem causar tanto desconforto à sua existência. Neste contexto, estamos falando da renovação da Terra.
É suficiente olhar para as ações dos seres humanos contemporâneos em relação à natureza: incêndios florestais, destruição de habitats naturais e diversas outras agressões ao meio ambiente. Diante de tudo isso, é possível notar que, quando seus filhos se sentem desamparados pela proteção que Gaia lhes oferece, buscam diferentes meios para se reestruturar. Um exemplo clássico disso como já dissemos, foi o surgimento da COVID-19, que ocorreu em decorrência da invasão dos seus habitats pelo ser humano.
A interconexão existente entre Gaia e seus filhos — compreendendo desde as individualidades do reino mineral, passando pelo reino vegetal até o reino animal, que inclui o ser humano — é de suma importância. Assim, é necessário que o ser humano, portador do livre-arbítrio, comece a reconhecer sua responsabilidade em relação a todas as individualidades criadas por Gaia, que são, portanto, seus irmãos em todos os reinos.
A Mãe Gaia sempre se empenha para que todos vivam em harmonia, uma das principais leis do universo que determina o que deve e o que não deve ser feito. A responsabilidade do ser humano é ainda maior, pois ele carrega consigo o livre-arbítrio, enquanto as demais criaturas são regidas por um programa instintivo desenvolvido por Gaia para guiá-las em seus primeiros passos rumo à perfeição.
Gaia é o berço onde todas as individualidades encontram amparo e forças para prosseguir em sua jornada rumo à perfeição. Possui poderes inimagináveis para os seres humanos, seus habitantes. No entanto, o ser humano ainda não conseguiu se despir do orgulho para compreender quão grande é o esforço que Gaia emprega para que seus filhos vivam em harmonia, estabelecendo limites que permitam a todos desfrutar da união que deve existir entre eles.
Gaia é uma mãe amorosa, pois não exige nada de seus filhos; ao contrário, permite que cada um atue da maneira que desejar, gozando de total liberdade. No entanto, é importante que todos os seus filhos respeitem as leis que regem o universo, sendo a lei de ação e reação uma delas. Essa lei orienta a todos sobre o caminho a ser seguido para alcançar a harmonia.
Esta lei é a principal aliada dos seus filhos, ajudando cada um a conhecer o caminho certo a seguir. A mãe Gaia não castiga nenhum de seus filhos, pois a lei universal da harmonia estabelece regras que devem ser respeitadas. Gaia é tão amorosa que sempre concede a liberdade para que cada individualidade escolha seu próprio rumo na jornada. Além disso, ela oferece os meios necessários para que cada um descubra a direção correta nessa longa estrada a ser percorrida em busca da perfeição.
Gaia, sendo a mãe que é, não desconsidera nenhum de seus filhos; pelo contrário, ampara todos com o mesmo amor. Mesmo sendo atingida pela desfaçatez que seus filhos, os seres humanos, lhe impõem, ela continua a amparar a todos indistintamente. Contudo, tudo que está acontecendo pode levar a um ponto em que a sobrevivência de seus filhos no atual estágio de evolução, em sua face se tornará impossível, uma vez que tudo o que ela construiu para protegê-los foi destruído por eles mesmos. Nesse contexto, seus filhos precisarão habitar uma nova terra, onde poderão dar continuidade aos seus estudos, mas com as limitações que atualmente enfrentam.
Muitos seres humanos até agora não compreenderam que Gaia é um ser vivo e uma mãe amorosa e que em breve se converterá em um planeta onde os habitantes que permanecerem, residirão sem a utilização de instrumentos físicos. Isso ocorrerá porque ela não mais oferecerá abrigo a aqueles que a destruíram com suas ações irresponsáveis. Assim, Gaia assumirá uma nova forma, acolhendo apenas os filhos que já alcançaram um determinado grau de evolução e que, doravante, exercerão seu aprendizado sem a necessidade de um corpo físico. Aqueles que forem suficientemente evoluídos atuarão em outros orbes, colaborando com o aprendizado de filhos mais novos que ainda estão no início de sua jornada, tal qual ocorre atualmente em Gaia.
Dessa forma, é fundamental que cada filho faça a sua parte para que a transformação pela qual Mãe Gaia está passando não seja tão dolorosa. Essa transformação pode ser acompanhada por ações violentas que afetarão todos os seus filhos. Além disso, as ações de seus filhos podem ser ainda mais agressivas, impactando a todos. Dependendo da magnitude desses eventos, há o risco de afetar todo o sistema solar, o que resultaria em um aumento significativo do sofrimento durante essa transformação.
Portanto, neste momento, é fundamental que o ser humano se dispa do orgulho que o coloca em uma posição de superioridade em relação aos demais. É preciso fazer uma reflexão sincera e começar a agir como um filho que reconhece suas dificuldades, dedicando-se a colaborar com seus irmãos e tornando-se um instrumento de paz, compreensão e amor. É essencial enxergar o planeta como uma fonte de vida que não deve ser agredida, sob o risco de que essa agressão resulte em consequências desagradáveis que poderão atingir todos os filhos de Gaia.
Tudo no universo possui uma escala de conhecimento. O início de tudo, ou seja, o começo de um universo, está diretamente ligado à vontade do Criador, que emana suas informações a todo o conjunto da criação. A maior sabedoria à descoberto, se inicia com o universo, que, ao se formar, se divide em partículas que chamamos de individualidades. Essas individualidades carregam automaticamente a sabedoria divina, permitindo que continuem essa grande jornada de individualização e participem da nova expansão do Criador.
É importante ressaltar que quanto mais próximos estamos dos momentos de criação, maior é a sabedoria que se revela nas individualidades. Cada uma delas, dependendo do início de sua existência, terá a oportunidade de ter à descoberto a sabedoria divina. Assim, podemos afirmar que a maior sabedoria está com o universo, seguida pelas galáxias, pelos astros e, posteriormente, pelos sistemas solares. Com a formação dos planetas, surgem as individualidades que também contêm a fagulha do espírito divino. Embora a sabedoria divina esteja presente em cada uma delas, não é imediatamente aparente; ou seja, não se manifesta de forma visível. Para que essa sabedoria se revele, como já mencionado, é necessário que as individualidades se libertem gradativamente do auxílio da matéria, que as ajuda em seu processo de desmaterialização.
Dessa forma, é importante compreender que quanto mais distantes do início do universo as individualidades criadas estiverem, menos refletirão a sabedoria divina. Por outro lado, quanto mais próximas do início do universo, mais evidente será essa sabedoria. Todas as coisas criadas no universo têm o caráter de auxiliar aqueles que vêm depois, proporcionando suporte para que cada individualidade, em seu próprio nível, possa se aperfeiçoar de acordo com suas necessidades. Assim, cada uma pode se libertar da ajuda que, até então, foi necessária para formalizar o aprendizado intrínseco a cada ser.
Como já afirmamos, o ser humano, que ocupa a última posição na escala da criação, ainda não é capaz de compreender plenamente como agem as demais criaturas do espírito divino. Isso ocorre porque, para esses seres, a sabedoria divina ainda está ofuscada pela matéria que a envolve, a qual é necessária para o desenvolvimento físico e moral. Quando uma individualidade, reconhecida como ser humano, está temporariamente imersa no corpo físico, ela se vê momentaneamente impedida de desfrutar plenamente do estado em que todos se sentem como um só, assim como se observa na realidade fenomênica do entrelaçamento universal que une a todos. Mesmo assim a individualidade poderá ter uma breve experiência de como é participar de uma união evidente, que se pode vivenciar no mundo espiritual, onde o corpo físico não limita a percepção da paz e da tranquilidade que existem nesse ambiente.
Existem casos em que, dependendo do nível evolutivo da individualidade, ela ainda não pode, embora esteja livre das amarras do corpo físico, desfrutar dessas benesses. Isso ocorre porque ainda está muito vinculada ao materialismo, ou seja, ao corpo físico. Essas individualidades precisarão se aperfeiçoar um pouco mais para que possam usufruir das benesses que são oferecidas àquelas que já se encontram em um nível mais elevado de compreensão e evolução.
Para algumas individualidades, surgem oportunidades por meio dos sentidos diretos emanados pelo espírito que as anima em casos especiais, como sonhos, viagens astrais, experiências de quase-morte (EQMs) e até mensagens diretas. Muitos seres humanos possuem uma sensibilidade maior, que lhes permite participar das comunicações com o mundo espiritual, o que torna essas experiências mais diretas. As benesses ou estados de êxtase, nos quais é possível sentir a realidade do amor e a tranquilidade de um despojamento completo das amarras do materialismo, podem ser vivenciados pelas individualidades, mesmo quando estão ainda vestidas com seu corpo físico, nas situações mencionadas.
Essas ocorrências têm a finalidade de mostrar às demais individualidades que ainda estão sob os poderes limitantes do corpo físico que existe algo mais complexo na relação do ser humano com sua existência. Essa oportunidade foi disponibilizada, considerando o pequeno entendimento que essas individualidades têm nesta fase atual de desenvolvimento evolutivo. É importante atentar para o que existe além do que pode ser percebido pelos olhos físicos, pois há muitas realidades que não podem ser mostradas a todos enquanto estão portando a vestimenta física.
É essencial ter a responsabilidade de buscar conhecimento por meio das individualidades que oferecem diferentes perspectivas sobre o mundo invisível do plano espiritual. O ser humano ainda se guia pelas regras do orgulho, o que o impede de reconhecer a existência de um outro espaço onde seus espíritos podem realizar trabalhos de aprendizado e aprofundar sua compreensão sobre esse caminho de desenvolvimento, visando alcançar a perfeição, sempre em consonância com a razão para a qual foram criados.
O ser humano se ancora cada vez mais no mundo da ciência e esquece de olhar para os fundamentos de sua existência, que estão baseados no que realmente o anima: sua fagulha divina, que lhe confere vida por meio da força cósmica universal. Essa fagulha é o que nutre sua existência e representa sua principal fonte na caminhada evolutiva. No entanto, ele permanece excessivamente materialista e busca se orientar apenas por aquilo que pode palpar e tocar, duvidando da possibilidade de que existem muitas outras realidades imperceptíveis aos olhos de seu corpo físico, além de si mesmo.
Desde os primórdios da humanidade, existem seres humanos que compreendem a dimensão espiritual da existência. No entanto, por serem poucos na multidão, muitas vezes não são levados a sério; alguns, inclusive, são rotulados como oportunistas. Embora haja aqueles que se aproveitam dessa sensibilidade para obter benefícios pessoais, essa situação contribui para a desinformação sobre os fenômenos espirituais.
É encorajador saber que a fagulha divina guarda em sua memória espiritual toda a sua existência. Por isso, algumas individualidades conseguem chegar a determinadas conclusões sobre feitos futuros, considerando o conhecimento que adquiriram no plano espiritual a respeito da trajetória da humanidade.
O ser humano, durante sua permanência no corpo físico, constrói todo o seu desenvolvimento educacional e científico por meio de suas vivências no ambiente em que se encontra. Essa construção é o que determina seu comportamento. A fagulha divina que o anima guarda todo o conhecimento adquirido ao longo de sua existência, servindo como parâmetro para as futuras realizações encarnatórias necessárias ao seu desenvolvimento evolutivo.
Podemos imaginar que, ao iniciar sua jornada em um novo invólucro, o ser humano se assemelha a um computador, onde o corpo físico representa a máquina e a fagulha divina corresponde ao programa que faz essa máquina funcionar. Embora não consigamos ver o programa em ação, ele existe e anima o computador. Da mesma forma, ocorre com o ser humano: a cada vez que ele assume um corpo físico, começa a construir gradualmente toda uma vivência determinada pelo espírito, que pode ser comparado ao programa que o faz funcionar. Sempre que o ser humano possui um corpo físico, ele está sujeito aos ditames que já incorporou em sua trajetória. Independentemente dos resultados obtidos, sempre carrega essas informações, que lhe permitirão avançar em sua evolução.
Como já afirmamos anteriormente, o ser humano necessita urgentemente aprimorar-se em suas buscas pelo entendimento da realidade de sua existência, abandonando a convicção de que tudo se limita ao plano físico. É indispensável investigar os fenômenos que demonstram que a existência vai além desse plano, integrando um sistema mais amplo onde cada individualidade se insere. Para isso, é importante dedicar-se ao conhecimento da sabedoria de Gaia, que cria as condições para que a vida, como entendida pelo ser humano, floresça. Essa compreensão pode revelar que há muito mais a ser descoberto do que a limitada visão do conhecimento disseminado até o momento. Muito se fala sobre os mistérios da criação, e é neles que reside toda a realidade dessa formação. Basta desvendá-los, o que se consegue com um interesse genuíno em encontrar a verdade, em vez de fabricar resultados que apenas satisfaçam expectativas pessoais.
Gaia é a mãe amorosa que não faz distinção entre nenhum de seus filhos. Ao observar isso, podemos concluir que ela ainda tem muito a ensinar a seus rebentos. Existem muitos ingratos que não reconhecem sua importância, mesmo sendo acolhidos por seu imenso amor e pelas condições que oferece para seu aprendizado evolutivo.
Bela Vista do Paraíso, 13 de fevereiro de 2025.
Caetano Zaganini